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Como a pandemia também interferiu na alimentação infantil?

Crianças que já passavam pela fase de maior seletividade de alimentos ficaram ainda mais resistentes a novas experimentações alimentares com a pandemia. Veja dicas de educação nutricional para seu filho

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Publicado em 13/09/2021 às 8:00
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Luisi Marques/Acervo JC Imagem
Nutricionista do Colégio GGE e especialista em nutrição infantil, Nancy Pernambuco diz que retomada das aulas também foi o momento de ver o prejuízo causado pela pandemia na alimentação das crianças FOTO: Luisi Marques/Acervo JC Imagem
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O impacto que a pandemia da covid-19 causou na vida de todo o mundo foi sentido em outro ponto bastante sensível: a alimentação infantil. Crianças que já passavam pela fase de maior seletividade de alimentos ficaram ainda mais resistentes a novas experimentações. Escolas que oferecem educação nutricional perceberam que seria preciso recomeçar.

O Colégio GGE é um dos que mantém a alimentação saudável como um pilar do aprendizado. Vai desde o início, com a Educação Infantil, e continua sendo incentivada até o Ensino Médio como uma aliada dos estudos. Segundo a nutricionista do GGE, Nancy Pernambuco, especialista em nutrição infantil, a retomada das aulas também foi o momento de ver o prejuízo causado pela pandemia na alimentação das crianças.

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“A seletividade alimentar já era uma preocupação e tomou 100% da demanda dos pais que nos procuram pedindo orientação. Para compensar as restrições do isolamento, muitas famílias passaram a liberar alimentos como salgadinhos e doces, que viciam o paladar. Algumas crianças que aceitavam novos alimentos nas aulas passaram a recusar”, conta Nancy. O momento, então, é de recomeçar o trabalho.

Também nutricionista do GGE, Renata Freire explica que mudar formas de preparo dos alimentos é um bom caminho para que os pequenos façam as pazes com novos (e antigos) sabores. Explorar cores e criar apresentações coloridas também podem ser usadas como estratégias para reaproximar crianças de frutas, legumes e verduras.

“No cardápio, a gente busca trabalhar o lúdico, explicar os benefícios. Ensinamos que cenoura é boa para os olhos e que a melancia deixa o cabelo mais bonito, buscando ampliar o leque de alimentos dessa criança. A apresentação também é importante, colocando frutas em espetinhos, fazendo picolé com a melancia e usando tubérculos para enriquecer a preparação de pizzas, coxinhas e empadas, por exemplo”, diz Renata.

É importante que a família seja o ponto de partida do trabalho feito na escola. O GGE ajuda aos pais, mães e responsáveis a melhorar a qualidade do lanche com um e-book de receitas saudáveis que você pode acessar gratuitamente.

Atenção a cada fase

Renata diz que é perceptível que crianças que tiveram a introdução alimentar bem orientada tendem a aceitar melhor os alimentos, mas alerta que o trabalho precisa ser contínuo. “Não pode parar. Existe uma fase que a criança aumenta a seletividade, ela já sente o gosto mais peculiar do alimentos e observa o que se come ao redor dela. Acontece por volta dos dois anos”, ensina. Pensando em ajudar também nessa questão, o GGE oferece um e-book com orientações para alimentação em cada fase da sua criança.

Educação nutricional

Nancy Pernambuco explica que a experimentação de um novo alimento é a última fase da educação nutricional, que consiste em apresentar o alimento para que a criança se familiarize com ele. “E isso significa pegar, cheirar, saber o nome, conhecer textura e temperatura, construindo relação com aquele alimento”. Ela explica que tudo deve ser feito de forma muito interativa, sem obrigar a criança a experimentar o novo alimento, mas permitindo que ela se sinta à vontade para isso.

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