Já tem Faixa Azul na Real da Torre, agora faltam respeito e fiscalização

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Já tem Faixa Azul na Real da Torre, agora faltam respeito e fiscalização

Amanda Miranda
Publicado em 27/08/2015 às 15:31
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Carros ainda não são multados por trafegarem pela Faixa Azul - Amanda Miranda/JC Trânsito
Motos também são vistas no corredor exclusivo - Amanda Miranda/JC Trânsito
Além dos carros, ônibus têm buracos como obstáculo na Faixa Azul - Amanda Miranda/JC Trânsito
Apesar de ainda não ser obrigatório respeitar a faixa, muitos veículos já não trafegam mais por ela - Amanda Miranda/JC Trânsito
A partir de segunda, quem for flagrado assim poderá pagar multa de R$ 191,54 - Amanda Miranda/JC Trânsito


De acordo com a CTTU, a fiscalização nessa Faixa Azul será feita inicialmente por agentes de trânsito, nos mesmos dias e horários que os corredores atuais: de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h.

O objetivo é que equipamentos eletrônicos sejam instalados, mas não há previsão para isso ainda. As câmeras foram licitadas junto com as que monitoram as avenidas Mascarenhas de Moraes e Herculano Bandeira, na Zona Sul, mas não há orçamento para a colocá-las e para a manutenção delas.

Adriana reclama que muitos passageiros não têm educação, principalmente nos terminaisFoto: Amanda Miranda/JC Trânsito

Para a analista administrativa Adriana Nascimento, 44, além do respeito, falta informação. Usuária do transporte coletivo, ela não sabia qual era a utilidade da Faixa Azul. "Deveria haver mais campanhas de conscientização. Mesmo que todos os motoristas não tenham educação, pelo menos metade teria", defende. "Agora que sei, percebo que muita gente desrespeita. É uma boa iniciativa, que agiliza as viagens, mas as pessoas precisam ajudar e o sistema precisa melhorar."

De acordo com o gerente geral de Trânsito da CTTU, Agostinho Maia, no entanto, campanhas educativas não estão previstas. "Você tirou a carteira e sabe a regra, então deve cumprir. Por que precisa ter alguém que chegue e diga o passo a passo?", questiona. Segundo o gestor, haverá mais agentes de trânsito nos primeiros dias de Faixa Azul.

Maia ressalta que a implantação do corredor de Bus Rapid System (BRS) dá mais agilidade ao tráfego de ônibus. Na Avenida Domingos Ferreira, na Zona Sul, por exemplo, a velocidade média desses veículos passou de 16 km/h para 21 km/h.

Mesmo assim, alguns motoristas criticam a iniciativa. O taxista Miguel Brainer, 44, prevê congestionamentos para a área. "Essa via não é larga como a Mascarehas. A intenção é boa, mas a via não comporta e isso é inviável para a área", justifica.

José Aureliano ironiza congestionamentos constantes na Real da Torre mesmo antes da Faixa Azul

José Aureliano ironiza congestionamentos constantes na Real da Torre mesmo antes da Faixa AzulFoto: Amanda Miranda/JC Trânsito

O motorista de transporte escolar José Aureliano da Silva, 58, afirma o contrário. "Com faixa ou sem faixa, esse trânsito sempre foi assim, complicado. Até as 9h fica lento sempre", defende.

"Uma via que tem três faixas e reduz para duas tem alguma retenção", reconhece o gerente geral de Trânsito da CTTU. Mas ele frisa que o foco agora são os ônibus: "Vamos priorizar o transporte coletivo, que leva muito mais gente que o transporte individual."

Segundo o órgão, ao todo, 22 mil veículos passam diariamente pela via. Dez linhas de ônibus, que transportam 52 mil passageiros por dia, têm a Real da Torre no itinerário.

A próxima Faixa Azul a ser implantada deverá ser na Avenida Recife, uma via para onde o corredor de BRS é prometido há pelo menos dois anos. De acordo com Agostinho Maia, entretanto, faltam algumas ações como o recapeamento na via e não é possível ainda precisar se será ainda este ano.

BRT - O corredor de BRT (Bus Rapid Transit) é um exemplo de faixa exclusiva onde a ausência de fiscalização eletrônica leva a uma subnotificação das infrações. Apesar dos inúmeros flagras, o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) registrou apenas 2.516 multas no Recife. Considerando a Região Metropolitana, foram 3.571. Proporcionalmente, os números são maiores do que no ano passado, quando foram 4.072 registros na capital e 8.016 contando os municípios vizinhos. A CTTU não disponibilizou o número de infrações registradas nas faixas do BRS.
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