Literatura

Livros infantis despertam imaginação, criatividade e fantasia

Publicado em 17/04/2013, às 19h31 | Atualizado em 20/07/2014, às 11h50

Isabelle FigueirôaDo NE10

Desde quando estava na barriga da mãe, o pequeno Carlos Eduardo, ou simplesmente Cadu, ouvia o 'Era uma vez...'. Hoje, a psicóloga Raïssa Martins, de 30 anos, segue a rotina de contação de histórias para o filho que, prestes a completar dois aninhos, é esperto, curioso, criativo e com um rico vocabulário para crianças da sua idade. Nesta fase em que todos os hábitos estão se formando, incentivar a leitura nos meninos e meninas é questão fundamental para pais e professores.

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Nesta quinta-feira (18), se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, para lembrar que há 131 anos nasceu na cidade paulista de Taubaté, José Bento Renato Monteiro Lobato, o maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira. Provavelmente Cadu não sabe quem foi o pai da boneca Emília, mas já se diverte com as aventuras inspiradas no Sítio do Pica Pau Amarelo.

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'À noite, antes de dormir sempre lemos algo juntos. Digo 'lemos', pois, ao abrir um livro e iniciar uma história, sempre o estimulo a contá-la junto comigo', disse a psicóloga. Cadu e a família têm o hábito de frequentar livrarias nos fins de semana. 'Elas [as livrarias] oferecem estruturas convidativas para as crianças, seja com arte-educadores contando histórias ou mesmo o acesso fácil aos livros', explicou Raïssa Martins.


Prestes a completar dois anos, Carlos Eduardo se diverte folheando livrinhos infantis
Foto: Arquivo pessoal

A neuropediatra Christian Müller explica que os livros infantis de hoje são mais estimulantes e trabalham os sentidos, incluindo textura e relevo. 'Em um livro você trabalha visão, tato e noção de profundidade em crianças muito pequenas”, esclareceu em entrevista à Agência Brasil. Na leitura, através dos estímulos sensoriais, a criança é atraída pela curiosidade, pelo formato, pelo manuseio fácil e pelas possibilidades emotivas que o livro pode conter.

A coordenadora do setor infanto-juvenil da Biblioteca Pública de Pernambuco, Djaneide Cristina Gomes, entretanto, reclama do alto custo dos exemplares. 'O livro infantil, que representa tanto na formação da criança como futuro leitor, é muito caro, embora toda luta da classe em reivindicar políticas públicas para baixar esse preço'. Ela acredita que a viabilidade para a leitura está em espaços públicos como bibliotecas municipais, estaduais ou comunitárias. O preço médio dos livrinhos é de R$ 35.

A mãe de Cadu concorda com Djaneide Gomes, mas acrescenta que a aquisição das obras infantis deve ser prioridade para os pais. 'Compramos livros educativos que estimulam a aquisição de novas palavras para a extensão do vocabulário dele, ainda em formação, bem como o seu desenvolvimento cognitivo', conclui.

PROGRAMAÇÃO - Contação de histórias e rodas de leitura são algumas das ações desenvolvidas pelas escolas municipais do Recife nesta data. Durante todo o ano, a Secretaria de Educação do Recife mantém o Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores, presente em todas as 292 unidades de ensino, creches e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis). O programa conta com ações como formação de acervo em bibliotecas, atividades desenvolvidas nas escolas por professores de biblioteca e estagiários mediadores de leitura, formação de professores e festival de leitura e escrita.

HISTÓRIA - Os primeiros livros voltados para o público infantil surgiram no século XVIII. Autores como La Fontaine e Charles Perrault escreviam suas obras, enfatizando os contos de fadas. A literatura infantil foi, portanto, ocupando seu espaço e apresentando sua relevância. A partir daí, muitos autores foram surgindo, como Hans Christian Andersen, os irmãos Grimm e Monteiro Lobato, imortalizados pela grandiosidade de suas obras.

PALAVRAS-CHAVE: educação

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