O desenvolvimento acadêmico vai para além de tarefas e projetos. Hoje, parte do processo de aprendizagem também inclui as chamadas soft skills e competências socioemocionais - que preparam o estudante para o dia a dia no mercado de trabalho.
Neste sentido, a saúde mental se tornou um dos fatores levados em consideração no mundo corporativo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de pessoas com transtornos de ansiedade. Cerca de 9,3% da população brasileira, o equivalente a aproximadamente 18 milhões de pessoas, convivem com o problema. O cenário reforça a importância de discutir bem-estar emocional também no ambiente profissional.
Para Márcia Karine Monteiro, psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Recife, campus Graças, o contexto atual de trabalho exige muito mais do que conhecimento técnico.
"As organizações estão sendo estruturadas, marcadas por maior competitividade, demandas por produtividade e constantes mudanças com avanços tecnológicos. Nesse contexto, habilidades relacionadas ao equilíbrio emocional, à resiliência e à capacidade de adaptação tornaram-se fundamentais para a manutenção do bem-estar e da performance profissional”, explica.
A importância das soft skills
Soft skill é o termo dado para habilidades comportamentais e sociais, que podem incluir inteligência emocional, trabalho em equipe, capacidade de liderança, comunicação interpessoal, resolução de problemas, adaptação a mudanças, entre outros.
Em um processo seletivo, por exemplo, isso é avaliado do profissional a partir de dinâmicas de grupo ou avaliações psicológicas. "Os processos seletivos vão além da análise de competências técnicas. Muitas organizações buscam identificar características relacionadas às chamadas soft skills, como gestão de conflitos, controle do estresse e habilidades de comunicação”, complementa Márcia Karine.
Desenvolvimento socioemocional na UNINASSAU
Buscando unir o conhecimento acadêmico com o desenvolvimento de soft skills, a UNINASSAU promove diferentes inciativas que unem teoria, prática e suporte psicológico.
Funciona assim: a universidade oferece experiências acadêmicas que ultrapassam o ambiente tradicional da sala de aula, incluindo projetos de extensão, ligas acadêmicas, monitorias e atividades interdisciplinares.
"Nosso sistema de ensino ubíquo ultrapassa as salas de aula e inclui projetos de extensão, ligas acadêmicas, eventos científicos e ações voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes”, explica a coordenadora.
Além disso, a instituição também disponibiliza atendimento psicológico nas clínicas-escola, permitindo que estudantes tenham acesso a acompanhamento especializado durante a formação.
"A universidade desempenha papel fundamental na preparação dos estudantes para as exigências do ambiente corporativo, integrando teoria e prática e promovendo experiências que simulam desafios profissionais. Além disso, é importante oferecer espaços de reflexão sobre saúde mental e desenvolvimento pessoal", finaliza Márcia Karine Monteiro.
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