Apesar de ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda enfrenta problemas relacionados à insegurança alimentar - termo utilizado para englobar a falta de acesso a alimentos de qualidade, de forma regular e suficiente.
O panorama atual revela que 54,7 milhões de pessoas ainda vivem com a incerteza sobre quando e o que vão comer, como detalha a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar disso, a queda de 85% da insegurança severa - de 2023 para cá - demonstra que os avanços são possíveis, e que devem ser feitos de forma contínua. Pilares como o combate à fome e ao desperdício de alimentos mostram como a educação, logística, políticas públicas e formação de profissionais preparados caminham juntos neste processo.
Alimentação em primeiro lugar
No ambiente acadêmico, o combate à insegurança alimentar passa pela produção de conhecimento e pela aplicação prática desse saber nas comunidades. Instituições de ensino superior têm papel fundamental ao promover pesquisas, projetos de extensão e ações educativas voltadas para o consumo consciente, o planejamento alimentar e a redução do desperdício.
Na UNINASSAU, essa abordagem se reflete na formação dos estudantes de Nutrição e Gastronomia, que têm contato com conteúdos ligados à sustentabilidade, segurança alimentar e responsabilidade social desde a graduação. A proposta é ir além da teoria, estimulando uma visão crítica sobre o sistema alimentar e suas desigualdades.
"Esses profissionais podem colaborar desenvolvendo programas de alimentação saudável que priorizem o uso de ingredientes locais e sazonais, reduzindo a dependência de produtos importados. Em conjunto, podem criar iniciativas de educação nutricional nas comunidades sobre o aproveitamento integral dos alimentos e técnicas de conservação que diminuem o desperdício", explica Zilmeire Marques, nutricionista e coordenadora dos cursos de Nutrição e Gastronomia da UNINASSAU Graças.
Soluções para Segurança Alimentar
Zilmeire Marques explica que existem soluções possíveis a curto, médio e longo prazo para garantir que a segurança alimentar seja uma realidade cada vez mais implementada na população.
- Curto prazo: Campanhas de conscientização sobre desperdício alimentar, incentivando doação de alimentos em boas condições e o consumo consciente;
- Médio prazo: Criar parcerias com agricultores e mercados locais para promover a comercialização de produtos que estão em risco de desperdício;
- Longo prazo: Implementar políticas públicas que incentivem a agricultura sustentável, a educação nutricional nas escolas, e a pesquisa em tecnologia de alimentos para reduzir perdas na cadeia produtiva.
Formação prática e impacto social
Na UNINASSAU, os estudantes são estimulados a vivenciar esses desafios por meio de projetos de extensão, atividades comunitárias, estágios e parcerias com ONGs e hortas comunitárias. A formação prática em gestão de resíduos, sustentabilidade na gastronomia e educação nutricional permite que o aluno compreenda, na prática, como seu trabalho pode transformar realidades.
Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, a universidade fortalece o vínculo entre teoria e prática e contribui diretamente para o desenvolvimento social. Mais do que formar profissionais técnicos, a UNINASSAU atua na formação e na redução das desigualdades, com a construção de sistemas alimentares mais justos, sustentáveis e inclusivos.
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