O Brasil apresenta estatísticas e dados preocupantes quando se trata de violência de gênero e casos e feminicídio. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ano de 2025 está marcado com um aumento de 26% no número de tentativas de feminicídio, em relação a 2024, somando mais de mil vítimas ao longo dos meses.
Apesar da aplicação de medidas que visam a maior segurança das mulheres e a punição dos criminosos, como é o caso da Lei Maria da Penha, a rede de proteção contra a violência de gênero precisa ser amplificada.
A construção de uma sociedade mais segura precisa levar em conta não só as leis já existentes, como a formação de profissionais que atuem, em diferentes áreas, na linha de frente para a proteção e acolhimento das mulheres.
No ambiente acadêmico, a UNINASSAU atua tanto em medidas imediatas quanto a longo prazo, como explica Adriane Mendes, gerente Ambiental e Social da instituição. "Ao educar sobre a violência de gênero de maneira integrada e contínua, a universidade forma profissionais que não apenas respeitam a diversidade, mas que atuam de forma ativa para desconstruir estereótipos, prevenir abusos e promover ambientes mais seguros — tanto academicamente quanto no mercado de trabalho e nas comunidades onde atuam", explica.
Medidas na prática
A UNINASSAU visa promover um ambiente seguro, igualitário e livre de violência de gênero. Pensando nisso, a instituição possui diretrizes, que incluem:
- Políticas de enfrentamento à violência de gênero, com canais de denúncia acessíveis e garantias de confidencialidade e proteção para quem busca apoio.
- Capacitações contínuas para docentes, colaboradores e estudantes sobre temas como machismo estrutural, consentimento, comunicação não violenta e prevenção à violência doméstica e sexual.
- Ações de sensibilização e comunicação em todos os campi, integradas ao Calendário Social Anual como o Agosto Lilás e o Novembro pela Luta Contra a Violência Contra as Mulheres e meninas.
- Espaços de escuta e acolhimento psicossocial, com profissionais preparados para orientar estudantes em situação de vulnerabilidade.
"A universidade mantém políticas de enfrentamento à violência de gênero, com canais de denúncia acessíveis, garantia de confidencialidade e proteção para quem busca apoio", continua Mendes. As ações ainda são complementadas com capacitações para docentes, colaboradores e estudantes, onde abordam temas como machismo estrutural, consentimento, comunicação não violenta e prevenção à violência doméstica e sexual.
Educação para um futuro seguro
Imagem do curso de Direito, do símbolo da Justiça, feita com ajuda de inteligência artificial (ia) - Freepik
A formação de futuros profissionais tem um papel transformador e preventivo no enfrentamento à violência de gênero. Na UNINASSAU, temas como direitos humanos, equidade de gênero, história das mulheres e impactos sociais da violência são trabalhados de forma transversal nos cursos e em projetos de extensão. Um dos exemplos é o Observatório de Violência de Gênero, que promove grupos de estudo, palestras, rodas de conversa e oficinas com especialistas, sobreviventes e organizações parceiras.
Em relação ao mercado de trabalho, profissões relacionadas ao Direito e Serviço Social são essenciais para garantir acesso à justiça, acolhimento e proteção para mulheres em situação de violência. Na UNINASSAU, estudantes dessas áreas participam de projetos de extensão, atendimentos jurídicos gratuitos, Núcleos de Prática Jurídica e plantões sociais, sempre com supervisão, em parceria com órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Essas experiências geram impacto real na vida de mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Quando o debate sobre violência de gênero é contínuo e integrado à formação, formamos profissionais que não apenas respeitam a diversidade, mas que atuam de forma ativa na prevenção de abusos e na promoção de ambientes seguros”, conclui Adriane Mendes.
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