Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Essas são as palavras que definem a sigla ESG, conceito que tem se firmado como prioridade em grandes corporações e também por parte do poder público.
Relacionando sustentabilidade, responsabilidade social e ética na gestão, essa prática tem transformado o mercado de trabalho - tanto exigindo competências específicas dos profissionais do futuro, como também dessa abordagem o quanto antes, como na educação.
Segundo Adriane Mendes, gerente Ambiental e Social da UNINASSAU, o ESG deixou de ser apenas uma tendência e passou a ocupar um papel estratégico nas decisões das empresas. "O conceito ESG tem se consolidado como um critério fundamental para a sustentabilidade dos negócios e para a empregabilidade. Hoje, as organizações precisam demonstrar, na prática, como reduzem impactos ambientais, promovem inclusão social e garantem transparência na gestão", explica.
ESG e mercado de trabalho
Adotar o ESG no mercado de trabalho e no ambiente corporativo impacta diretamente o perfil do profissional valorizado nesse segmento. "Empresas buscam profissionais capazes de compreender riscos socioambientais, atuar de forma ética e contribuir para soluções sustentáveis dentro das organizações”, destaca Adriane. Logo, entender esse cenário o quanto antes - como estudante ou iniciando a vida profissional - ajuda a conectar os conceitos do ESG com a realidade.
No caso da UNINASSAU, os princípios do ESG fazem parte da formação de forma transversal e aplicada. Os temas aparecem em disciplinas, projetos interdisciplinares e ações de extensão que aproximam teoria e prática.
Entre os exemplos estão projetos de educação ambiental, compensação ambiental, inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência, além de ações contínuas de combate à violência contra mulheres e meninas. A instituição também desenvolve iniciativas de voluntariado acadêmico em comunidades vulneráveis, fortalecendo a dimensão social do ESG.
Outro destaque é a atuação dos estudantes em laboratórios sociais e projetos de extensão, nos quais aplicam conhecimentos técnicos para resolver problemas reais dos territórios onde estão inseridos. “Essas experiências fortalecem a dimensão social do ESG e contribuem diretamente para o desenvolvimento local”, pontua a gerente.
Como o ESG influencia no profissional de hoje
Atuar de forma alinhada à sustentabilidade e ao ESG é uma tarefa que abrange diversas áreas do conhecimento. Para isso, estudantes precisam desenvolver competências que vão além do conhecimento técnico. Entre elas estão pensamento sistêmico, ética, responsabilidade socioambiental, empatia, comunicação inclusiva e trabalho colaborativo.
Ainda assim, de acordo com Adriane Mendes, também é necessário compreender conceitos práticos do ESG, como seus indicadores, gestão de impactos, diversidade, acessibilidade e governança corporativa.
“A educação superior tem um papel essencial ao proporcionar experiências práticas que conectam teoria e realidade”, afirma Adriane.
Para a UNINASSAU, o ESG é entendido como um compromisso permanente com o desenvolvimento sustentável e a transformação social. “Quando o ESG é vivido na prática durante a formação acadêmica, ele deixa de ser apenas um conceito e passa a ser uma competência real, que acompanha o profissional ao longo de toda a sua trajetória”, conclui.
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