Pensar em um futuro sustentável é olhar também para justiça social, acesso a serviços essenciais e qualidade de vida. Depois da COP 30, realizada no Brasil, o debate sobre como as cidades podem responder à crise climática ganhou ainda mais evidência, e passou a ocupar um lugar central nas discussões sobre desenvolvimento urbano.
Mais do que uma pauta ambiental, as chamadas cidades sustentáveis representam um modelo de gestão que equilibra bem-estar presente e futuro. Isso significa investir em soluções práticas para problemas que já fazem parte do cotidiano: gestão hídrica eficiente, tratamento adequado de resíduos, mobilidade urbana de baixo carbono e adaptação a eventos climáticos extremos. São iniciativas que tornam os centros urbanos mais resilientes, inclusivos e preparados para os desafios que vêm pela frente.
Ainda assim, o papel para garantir equidade tanto na moradia quanto no impacto ambiental é desenvolvido de agora, com profissionais qualificados para o futuro. Neste cenário, instituições de ensino ocupam um papel estratégico ao adaptar seus estudantes para essas demandas. “Os profissionais do futuro precisam unir conhecimento técnico, responsabilidade socioambiental e capacidade de inovar em contextos complexos”, afirma Adriane Mendes, gerente Ambiental e Social da UNINASSAU.
Quais são as características do profissional do futuro?
Profissionais do futuro devem compreender e reunir o conhecimento e responsabilidade ambiental - Freepik
De acordo com Adriane Mendes, a COP 30 reforçou que as área do conhecimento devem estar interligadas com a pauta climática. Sendo assim, algumas competências, ou soft skills, já são consideradas indispensáveis no mercado atual, tais como:
- Alfabetização climática: entender impactos, riscos, mitigação e adaptação.
- Gestão ambiental aplicada ao território: interpretar indicadores urbanos, legislações e políticas de resiliência.
- Tecnologias sustentáveis: geotecnologias, energias renováveis, soluções baseadas na natureza e eficiência energética.
- Visão ESG e governança: integrar aspectos ambientais, sociais e de compliance à gestão pública e privada.
- Inovação e economia verde: circularidade, mobilidade de baixo carbono, modelos sustentáveis de negócio.
“A emergência climática exige profissionais capazes de trabalhar de forma interdisciplinar e dialogar com comunidades”, reforça a porta-voz.
O combate à crise climática além da sala de aula
Na UNINASSAU, a sustentabilidade faz parte dos princípios da instituição, de forma transversal e integrada à formação acadêmica e às práticas de extensão.
Prova disso são as disciplina ligadas ao meio ambiente, ESG e responsabilidade social, assim como projetos de extensão e pesquisa aplicada. Adriane Mendes ainda cita os laboratórios e práticas reais para com os alunos, além da formação continuada com programas voltados à governança, compliance, impacto social e gestão ambiental e campanhas como a Green Friday, que realiza o plantio de muda de espécie nativa no momento da matrícula.
"Essas ações e projetos preparam os estudantes para atuar em um cenário que demanda competência técnica e compromisso com o desenvolvimento sustentável das cidades", afirma. "A formação é ampliada para além da sala de aula, trazendo vivência concreta em cidades sustentáveis, inclusão social, transição ecológica e justiça climática".
A pauta climática e sustentável reforça o compromisso institucional da UNINASSAU por meio de uma educação acessível e de qualidade. "Reconhecemos que a crise climática é também uma crise social. Por isso, nossas ações buscam impactar positivamente comunidades, ampliar oportunidades e formar profissionais capazes de liderar transformações nos territórios onde atuam. Investir na formação sustentável dos nossos estudantes é investir no futuro das cidades e na qualidade de vida de todas as pessoas", conclui a Gerente Ambiental.
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