SUSTENTABILIDADE

Crise climática e cidades sustentáveis: a importância de profissionais qualificados para o futuro

A COP 30 no Brasil e o cenário atual do mercado de trabalho mostram que as áreas do conhecimento não estão desagregadas da pauta de sustentabilidade

Samantha Oliveira
Samantha Oliveira
Publicado em 12/12/2025 às 6:00 | Atualizado em 12/12/2025 às 12:23
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Sustentabilidade; ecologia; cidades sustentáveis FOTO: Pexels

Pensar em um futuro sustentável é olhar também para justiça social, acesso a serviços essenciais e qualidade de vida. Depois da COP 30, realizada no Brasil, o debate sobre como as cidades podem responder à crise climática ganhou ainda mais evidência, e passou a ocupar um lugar central nas discussões sobre desenvolvimento urbano.

Mais do que uma pauta ambiental, as chamadas cidades sustentáveis representam um modelo de gestão que equilibra bem-estar presente e futuro. Isso significa investir em soluções práticas para problemas que já fazem parte do cotidiano: gestão hídrica eficiente, tratamento adequado de resíduos, mobilidade urbana de baixo carbono e adaptação a eventos climáticos extremos. São iniciativas que tornam os centros urbanos mais resilientes, inclusivos e preparados para os desafios que vêm pela frente.

Ainda assim, o papel para garantir equidade tanto na moradia quanto no impacto ambiental é desenvolvido de agora, com profissionais qualificados para o futuro. Neste cenário, instituições de ensino ocupam um papel estratégico ao adaptar seus estudantes para essas demandas. “Os profissionais do futuro precisam unir conhecimento técnico, responsabilidade socioambiental e capacidade de inovar em contextos complexos”, afirma Adriane Mendes, gerente Ambiental e Social da UNINASSAU.

Quais são as características do profissional do futuro?

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Profissionais do futuro devem compreender e reunir o conhecimento e responsabilidade ambiental - Freepik

De acordo com Adriane Mendes, a COP 30 reforçou que as área do conhecimento devem estar interligadas com a pauta climática. Sendo assim, algumas competências, ou soft skills, já são consideradas indispensáveis no mercado atual, tais como:

  • Alfabetização climática: entender impactos, riscos, mitigação e adaptação.
  • Gestão ambiental aplicada ao território: interpretar indicadores urbanos, legislações e políticas de resiliência.
  • Tecnologias sustentáveis: geotecnologias, energias renováveis, soluções baseadas na natureza e eficiência energética.
  • Visão ESG e governança: integrar aspectos ambientais, sociais e de compliance à gestão pública e privada.
  • Inovação e economia verde: circularidade, mobilidade de baixo carbono, modelos sustentáveis de negócio.

“A emergência climática exige profissionais capazes de trabalhar de forma interdisciplinar e dialogar com comunidades”, reforça a porta-voz.

O combate à crise climática além da sala de aula

Na UNINASSAU, a sustentabilidade faz parte dos princípios da instituição, de forma transversal e integrada à formação acadêmica e às práticas de extensão.

Prova disso são as disciplina ligadas ao meio ambiente, ESG e responsabilidade social, assim como projetos de extensão e pesquisa aplicada. Adriane Mendes ainda cita os laboratórios e práticas reais para com os alunos, além da formação continuada com programas voltados à governança, compliance, impacto social e gestão ambiental e campanhas como a Green Friday, que realiza o plantio de muda de espécie nativa no momento da matrícula.

"Essas ações e projetos preparam os estudantes para atuar em um cenário que demanda competência técnica e compromisso com o desenvolvimento sustentável das cidades", afirma. "A formação é ampliada para além da sala de aula, trazendo vivência concreta em cidades sustentáveis, inclusão social, transição ecológica e justiça climática".

A pauta climática e sustentável reforça o compromisso institucional da UNINASSAU por meio de uma educação acessível e de qualidade. "Reconhecemos que a crise climática é também uma crise social. Por isso, nossas ações buscam impactar positivamente comunidades, ampliar oportunidades e formar profissionais capazes de liderar transformações nos territórios onde atuam. Investir na formação sustentável dos nossos estudantes é investir no futuro das cidades e na qualidade de vida de todas as pessoas", conclui a Gerente Ambiental.

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