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Ministro da educação afirma que Enem 2023 e Enem 2024 não passarão por mudanças

Declaração foi feita nesta terça-feira (19)

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 19/09/2023 às 23:42 | Atualizado em 17/10/2023 às 17:08
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o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 permanecerá sem alterações, segundo ministro da Educação FOTO: Reprodução/Internet

O ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, anunciou nesta terça-feira (19), que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 permanecerá sem alterações.

Quanto à reforma do ensino médio, ele informou que um projeto de lei propondo ajustes no modelo, que está em seu segundo ano de implementação, será encaminhado ao Congresso ainda neste mês.

É importante ressaltar que o esperado era que a prova do próximo ano adotasse um formato distinto, alinhado com o Novo Ensino Médio (NEM), que introduziu mudanças na estrutura curricular e na oferta de disciplinas opcionais.

Contudo, diante das críticas ao novo modelo educacional nas escolas do país (com setores inclusive defendendo sua revogação), surgiu uma discussão sobre o NEM, e as alterações no Enem foram temporariamente suspensas - sem que, até o momento, houvesse uma decisão definitiva sobre os próximos passos.

O ministro também destacou que a discussão sobre o formato do Enem será abordada durante o debate do próximo Plano Nacional de Educação (PNE).

A cada dez anos, essa legislação é revisada para estabelecer metas e diretrizes para o setor, mas o envio do projeto ao Legislativo está atrasado.

Sobre o Novo Ensino Médio, o ministro esclareceu que não haverá mudanças para o próximo ano, devido à limitação de tempo.

MUDANÇAS NO NOVO ENSINO MÉDIO

Segundo o ministro, o projeto de lei a ser apresentado ao Congresso proporá as seguintes modificações no modelo:

1 - Definição de itinerários formativos mais padronizados

Essa medida atende a um pedido das redes estaduais para estabelecer uma base para os itinerários, visando reduzir a disparidade na oferta dessas disciplinas.

Enquanto algumas escolas oferecem uma variedade de opções aos alunos, há escolas públicas que não possuem a infraestrutura necessária, o que obriga os estudantes a estudarem temas que não despertam seu interesse.

2 - Restauração da carga horária de 2.400 horas para as disciplinas da BNCC

O objetivo é reduzir a carga horária das disciplinas opcionais para que as disciplinas tradicionais previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como matemática e português, voltem a ter 2.400 horas.

A carga horária total de 3.000 horas (ao final dos três anos do ensino médio) será mantida. Com a introdução das novas ofertas, essas matérias mais tradicionais haviam perdido prioridade na grade.

Em alguns casos, os estudantes chegaram a relatar ter apenas duas aulas de português e matemática por semana.

3 - Oferta de ensino técnico integral com 2.100 horas de carga horária na formação geral

Essa carga horária é menor que as 2.400 horas dos demais alunos, possibilitando a oferta de um curso técnico completo nos itinerários formativos.

Essas sugestões de mudanças são fruto do trabalho de um grupo de estudo composto por representantes do setor educacional, criado pelo Ministério da Educação (MEC) para lidar com os desafios trazidos pela reforma.

Dependendo do que for aprovado no Congresso Nacional, será implementada uma fase de transição para os alunos que já estão seguindo o Novo Ensino Médio nas salas de aula.

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