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O QUE É O NOVO ENSINO MÉDIO? NOVO ENSINO MÉDIO VAI SER REVOGADO? Saiba o que está acontecendo com o Ensino Médio no Brasil

Conheça dinâmicas para alunos do Ensino Médio e saiba como está a situação do Ensino Médio no Brasil

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 11/08/2023 às 18:13 | Atualizado em 15/08/2023 às 13:24
Rovena Rosa/Agência Brasil
São Paulo - Sala de aula vazia da Escola Estadual Terezine Arantes Ferraz Bibliotecaria, no Parque Casa de Pedra, zona norte da capital. FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ensino Médio é a etapa final da educação básica e é destinado a alunos que geralmente possuem idades entre 15 e 18 anos.

Com isso, o ele segue a conclusão do ensino fundamental, que vai até o nono ano, e antecede o ingresso ao Ensino Superior.

 

O Ensino Médio tem como objetivo proporcionar uma formação mais aprofundada e abrangente em diversas áreas do conhecimento, preparando os estudantes para o mercado de trabalho, para a continuidade dos estudos em nível superior ou para outras formas de inserção na sociedade.

Continue lendo esse texto para saber o que é o Novo Ensino Médio e entender como está a situação do Ensino Médio no Brasil.

 

O QUE ESTÁ ACONTENCENDO COM O ENSINO MÉDIO NO BRASIL?

O Ensino Médio das instituições de ensino públicas e privadas de todo Brasil tem sido alvo de discussões nos últimos meses. Isso porque, o Ministério da Educação (MEC) apresentou propostas sobre mudanças que gostaria de fazer no Ensino Médio. 

É importante ressaltar que em 9 de março deste ano até o dia 6 de julho, a pasta abriu uma consulta pública sobre o Novo Ensino Médio. A pesquisa teve como objetivo avaliar o padrão que vem sendo implementado nas escolas, conduzindo estudos junto à comunidade escolar, realizando conferências e inquéritos virtuais.

O QUE É O NOVO ENSINO MÉDIO?

O Novo Ensino Médio começou a valer em 2017 e, desde 2022, estava sendo gradativamente implantado em todas as instituições de ensino públicas e privadas, até ter sido suspenso em 4 de abril.

Esse modelo de ensino possibilitava que os estudantes escolham em quais campos desejassem se aprofundar mais, modificando a distribuição de matérias no currículo e ampliando a carga horária das escolas.

No entanto, para dar espaço a um currículo flexível o número de aulas da formação básica havia sido reduzido. Com isso, a implementação dessas mudanças passou a ser alvo de críticas quanto ao seu impacto no cotidiano dos alunos.

MUDANÇAS PROPOSTAS PELO MEC

Diante desse cenário, o MEC propôs um aumento da carga horária para a formação básica dos estudantes totalizando 2,4 mil horas.

No currículo, a mudança contempla a ampliação para 80% da carga horária curricular em relação a um conjunto de disciplinas comuns; anteriormente, apenas 60% das horas eram dedicadas a áreas compartilhadas.

Com o intuito de apresentar uma proposta unificada para o Novo Ensino Médio, o ministro da Educação, Camilo Santana, almeja encaminhar o documento ao Congresso até o mês de setembro.

As áreas de conhecimento comum a serem cursadas por todos os estudantes propostas pelo ministério são inglês e espanhol (alternativamente), arte, educação física, literatura, história, sociologia, filosofia, geografia, química, física, biologia e educação digital.

Atualmente, as disciplinas obrigatórias contemplam apenas português, matemática, educação física, arte e filosofia. O Ministério propõe que seja vedado a educação a distância para o curso dessas disciplinas básicas.

A partir das disciplinas de curso comum, o estudante passaria ter duas, ao invés das quatro atuais, opções de percursos de aprofundamento: linguagens, matemática e ciências da natureza; e linguagens, matemática, e ciências humanas e sociais; além da formação técnica e profissional.

Até o dia 21 de agosto, a proposta do MEC será submetida às sugestões do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e demais entidades de educação, além das comissões de educação da Câmara e do Senado.

MAS AFINAL, COMO FICA O ENSINO MÉDIO?

A situação do Ensino Médio vai ser pauta na palestra Mas Afinal, "Como Fica o Ensino Médio?" que vai ser realizada pela presidente executiva e fundadora do Todos pela Educação, Priscila Cruz, durante o XIX Congresso Internacional de Tecnologia na Educação (CITE).

Ao todo, o evento conta com 51 palestras, 7 oficinas e 5 prosas/mesa redonda com nomes importantes do cenário Educacional do Brasil e do mundo.

Quem participar, ainda vai ter acesso a apresentações culturais, Salão de Empreendedorismo (estandes virtuais para a comercialização de serviços e produtos educacionais) e ao Espaço do Conhecimento (programação dedicada à disseminação e compartilhamento de trabalhos acadêmicos).

O CITE acontece nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2023, no Recife, em Caruaru e em Petrolina. Clique aqui para se inscrever.

Um aumento da carga horária para a formação básica dos estudantes é proposto pelo Ministério da Educação, totalizando 2,4 mil horas.

No currículo, a mudança contempla a ampliação para 80% da carga horária curricular em relação a um conjunto de disciplinas comuns; anteriormente, apenas 60% das horas eram dedicadas a áreas compartilhadas.

Com o intuito de apresentar uma proposta unificada para o novo Ensino Médio, o ministro da Educação, Camilo Santana, almeja encaminhar o documento ao Congresso até o mês de setembro.

As áreas de conhecimento comum a serem cursadas por todos os estudantes propostas pelo ministério são inglês e espanhol (alternativamente), arte, educação física, literatura, história, sociologia, filosofia, geografia, química, física, biologia e educação digital.

Atualmente, as disciplinas obrigatórias contemplam apenas português, matemática, educação física, arte e filosofia. O ministério propõe que seja vedado a educação a distância para o curso dessas disciplinas básicas.

A partir das disciplinas de curso comum, o estudante passaria ter duas, ao invés das quatro atuais, opções de percursos de aprofundamento: linguagens, matemática e ciências da natureza; e linguagens, matemática, e ciências humanas e sociais; além da formação técnica e profissional.

Até o dia 21 de agosto, a proposta do MEC será submetida às sugestões do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e demais entidades de educação, além das comissões de educação da Câmara e do Senado.