NOVO ENSINO MÉDIO

NOVO ENSINO MÉDIO REVOGADO? Consulta pública sobre REFORMA DO ENSINO MÉDIO tem resultado REVELADO HOJE, SEGUNDA (07/08)

O Novo Ensino Médio aumenta a carga horária das escolas, muda a distribuição de disciplinas no currículo e possibilita que os alunos escolham em quais áreas vão se aprofundar.

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 07/08/2023 às 17:59 | Atualizado em 08/08/2023 às 10:11
KATERINA HOLMES/PEXELS
Entidades trabalham para reduzir evasão escolar e devolver crianças às escolas FOTO: KATERINA HOLMES/PEXELS

A mudança no governo do Brasil, em janeiro deste ano, tem feito com que o Ensino Médio no Brasil seja pauta de debates nos últimos meses.

Nesta segunda-feira (7) um novo capítulo vai começar a ser escrito pelo MEC (Ministério da Educação) acerca do tema.

Isso porque, de 9 de março deste ano até o dia 6 de julho, a pasta abriu uma consulta pública para discutir sobre o futuro do Novo Ensino Médio.  Atualmente, o Brasil possui 7,9 milhões de estudantes matriculados no Ensino Médio.

A pesquisa tinha como objetivo avaliar o padrão que vem sendo implementado nas escolas, conduzindo estudos junto à comunidade escolar, realizando conferências e inquéritos virtuais.

O Novo Ensino Médio começou a valer em 2017 e, desde 2022, tem sido gradativamente implantado em todas as instituições de ensino públicas e privadas.

É importante destacar que esse modelo de ensino possibilita que os estudantes escolham em quais campos desejam se aprofundar mais, modificando a distribuição de matérias no currículo e ampliando a carga horária das escolas.

Para dar espaço a um currículo flexível, reduz-se o número de aulas da formação básica. No entanto, a implementação dessas mudanças tem sido alvo de críticas quanto ao seu impacto no cotidiano dos alunos.

Diante desse cenário e da abertura da consulta pública pelo MEC, surgem muitas incertezas acerca da situação do Ensino Médio. Afinal, qual foi o resultado da consulta pública?

Para ter acesso às últimas notícias sobre a reforma do Novo Ensino Médio, continue lendo este texto.

APRESENTAÇÃO DE RESULTADO DE CONSULTA PÚBLICA

Segundo o MEC, ainda nesta segunda-feira será apresentado o sumário com os principais resultados da Consulta Pública para Avaliação e Reestruturação da Política Nacional de Ensino Médio.

"O Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, apresentará as informações às 18h desta segunda-feira, 7 de agosto, na Sala de Atos do Ministério da Educação, em Brasília (DF)", diz site do MEC.

Apesar das incertezas, de maneira informal, sabe-se que o governo federal irá decidir sobre ajustes no modelo que vinha sendo adotado pelas escolas.

Além disso, é esperado que o governo federal não faça alterações na lei que instituiu o Novo Ensino Médio, tendo a possibilidade de deliberar junto ao Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre as alterações a serem feitas.

A expectativa, conforme solicitado pelos secretários de educação dos estados e por representantes da sociedade civil, como o Todos Pela Educação, é de que o governo opte pelo aumento da carga horária das disciplinas consideradas comuns, que já eram aplicadas.

Pela proposta do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), poderiam ser utilizadas 300 horas das 1.200 horas das disciplinas optativas (itinerários formativos) para essa adequação.

Vale ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no fim do mês passado um projeto de lei que pretende ampliar em um milhão o número de matrículas nessa modalidade até 2024, com R$ 4 bilhões de repasses a Estados e prefeituras.

MAS AFINAL, COMO FICA O ENSINO MÉDIO?

A situação do Ensino Médio vai ser pauta na palestra Mas Afinal, "Como Fica o Ensino Médio?" que vai ser realizada pela presidente executiva e fundadora do Todos pela Educação, Priscila Cruz, durante o XIX Congresso Internacional de Tecnologia na Educação (CITE).

Ao todo, o evento conta com 51 palestras, 7 oficinas e 5 prosas/mesa redonda com nomes importantes do cenário Educacional do Brasil e do mundo.

Quem participar, ainda vai ter acesso a apresentações culturais, Ideathons, Salão de Empreendedorismo (estandes virtuais para a comercialização de serviços e produtos educacionais) e ao Espaço do Conhecimento (programação dedicada à disseminação e compartilhamento de trabalhos acadêmicos).

O CITE acontece nos dias 20, 21 e 22 de setembro de 2023, no Recife, em Caruaru e em Petrolina. Clique aqui para se inscrever.

NOVO ENSINO MÉDIO

O novo modelo obrigatório no Ensino Médio para todas as escolas do país, tanto públicas quanto privadas, foi estabelecido por lei. Esta legislação determina um aumento progressivo na carga horária.

Anteriormente, a carga horária mínima era de 800 horas-aula por ano (totalizando 2.400 horas no ensino médio completo). Agora, no novo modelo, a carga horária deverá alcançar 3.000 horas ao final dos três anos.

A partir de 2022, as disciplinas tradicionais foram reorganizadas em áreas do conhecimento, tais como linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Essa abordagem visa oferecer uma melhor estruturação curricular e uma visão mais integrada do conhecimento.

Desde o início deste ano, cada estudante passou a ter a possibilidade de personalizar seu próprio ensino médio, selecionando as áreas nas quais deseja se aprofundar, também conhecidas como "itinerários formativos".

Essa inovação no ensino médio tem como objetivo promover um aprendizado mais significativo e alinhado com as aspirações e habilidades individuais dos alunos.

Acredita-se que essa abordagem estimulará a autonomia, a criatividade e a capacidade de pensamento crítico, preparando melhor os estudantes para os desafios do futuro.

Rovena Rosa/Agência Brasil
O Novo Ensino Médio aumenta a carga horária das escolas, muda a distribuição de disciplinas no currículo e possibilita que os alunos escolham em quais áreas vão se aprofundar. - FOTO:Rovena Rosa/Agência Brasil
Andrea Piacquadio/Pexels
- FOTO:Andrea Piacquadio/Pexels
GUGA MATOS/JC IMAGEM
O Novo Ensino Médio aumenta a carga horária das escolas, muda a distribuição de disciplinas no currículo e possibilita que os alunos escolham em quais áreas vão se aprofundar. - FOTO:GUGA MATOS/JC IMAGEM