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Segundo turno

Candidatos voltam a se atacar e debate é interrompido por alguns minutos em Salvador

Publicado em 23/10/2012, às 02h02 | Atualizado em 21/07/2014, às 09h00

Mellyna ReisDo NE10/Bahia

O nível de agressividade aumentou no segundo debate entre os prefeituráveis de Salvador, ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), transmitido na noite desta segunda-feira (22), pela TV Record da Bahia. 

Faltando menos de uma semana para o pleito, os rivais estavam mais nervosos. Logo no primeiro bloco de perguntas, a sabatina foi interrompida por quase dois minutos, causando um certo desconforto para a mediadora. Apesar das propostas terem sido um pouco mais citadas neste embate, as acusações continuaram tirando o foco do que deveria ser um espaço para o eleitor avaliar o que cada postulante tem a oferecer para a capital baiana.

O primeiro tema foi mobilidade urbana e o candidato do Partido dos Trabalhadores prometeu, entre outras coisas, investir no transporte de massa e melhorar as vias públicas. "Temos que priorizar o transporte público porque é o que leva a maioria das pessoas", afirmou. Mas a declaração de Pelegrino de que o adversário teria "copiado a proposta petista", foi o estopim para que se inciasse um fogo-cruzado.

ACM Neto respondeu que "obras urbanas são muito caras", no entanto, assumiu o compromisso de executá-las, entre as quais a construção de seis viadutos interligados, além de implantar semáforos inteligentes e ainda garantir que tornará Salvador uma cidade sustentável. 

Em meio a resposta, disparou um "quero ver se a cota de mentiras do deputado Nelson Pelegrino vai acabar", o que desencadeou a paralisação do debate. Por pouco os dois candidatos não perderam de vez a compostura.  

Tanto o neto de ACM quanto Nelson Pelegrino voltaram a relacionar os problemas da cidade ao mandato de João Henrique (PP) e do governador Jaques Wagner (PT), respectivamente. Mais uma vez os postulantes trocaram acusações a respeito do envolvimento de cada um na gestão mal avaliada do atual prefeito.

No decorrer do confronto, Pelegrino insistiu na "relação harmoniosa" entre a prefeitura e os governos estadual e federal. Neto contra-atacou com as palavras da presidente Dilma Rousseff  "de que não haveria discriminação ou desrespeito", proferidas no comício da sexta-feira passada (19), em Cajazeiras. 

Mas as ofensas não cessaram. A pergunta sobre segurança pública, assunto que tem sido alvo da maioria dos ataques de ACM, foi sorteada logo para o democrata. Resultado: ambos destilaram a cada um o título de "fracassado". Um, pelo cargo que ocupou no Estado. O outro, pelo desempenho em eleições passadas.   

Ainda no tema violência, Pelegrino falou em "herança maldita" para justificar que o atual governo não teve tempo para enfrentar "problemas de 30 anos atrás". Os adversários chegaram a discutir fora do microfone no final do penúltimo bloco, sob o olhar de reprovação da jornalista que conduzia a sabatina. 

Em um debate marcado por ataques que não permitem ao eleitor saber quem fala a verdade, o clima de tensão se arrastou até as considerações finais, deixando a entender que nos próximos encontros - quarta-feira (24) na TV Aratu e sexta (26) na TV Bahia - muitas 'farpas' ainda vão rolar. 

PESQUISA - O primeiro levantamento feito pelo Ibope para o segundo turno apontou o candidato ACM Neto (DEM) com 47% das intenções de voto contra 39% do percentual para Nelson Pelegrino (PT). A pesquisa também registrou 9% do percentual total de brancos e nulos e 4% não souberam ou não responderam. 

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa encomendada pela TV Bahia ouviu os 805 eleitores em Salvador, entre os dias 17 e 19 de outubro.

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