Bastidores

Clubes de Frevo: orgulho em portar o estandarte

Publicado em 08/02/2010, às 22h51 | Atualizado em 30/07/2014, às 22h20

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Clube de Frevo Vassourinhas de Olinda/ Carnaval 2008. Foto: Renato Spencer/JC Imagem

Por Marília Banholzer
Do JC Online

Cachaça, uísque, vinho e estandarte, quanto mais velho melhor. A tradicional bandeira que vai à frente da maior parte das agremiações carnavalescas é o item decorativo que recebe maior zelo e maior capricho por parte dos organizadores do Clubes de Frevo.

Enquanto as troças se preocupam com a qualidade da orquestra de metais e os blocos líricos investem nas fantasias, os famosos clubes de frevo tomam todas as precauções para que o estandarte que representa a agremiação dure o maior tempo possível. Para isso, vale até pagar para ter um estandarte bordado com fios de ouro.

Esse é o caso da bandeira do Clube Vassourinhas de Olinda, aos 98 anos de fundação, um dos mais antigos da cidade. Segundo o presidente da agremiação carnavalesca, Erivélton Paes Barreto, que este ano faz aniversário no dia do desfile do Clube, apesar de estar desfilando com um estandarte jovem (pouco mais de 10 anos), está tentando conseguir verbas para restaurar a bandeira que foi costurada com fios de ouro, em 1982.

Já o presidente do Clube de Frevo Pavão Misterioso, campeão do grupo especial do concurso de Clubes de Frevo de 2009, Jorge Luiz de Aquino explica que nos bastidores do Carnaval deste tipo de agremiação as fantasias também dão o tom que abrilhanta a festa de Momo do Rceife.

Para colocar um Clube de Frevo na rua é preciso abrir o bolso, afinal, ao todo são gastos cerca de R$ 35 mil em investimento com fantasias, adereços, orquestra e até o pagamento dos desfilantes. A maior parte deste dinheiro é proveniente do investimento dos próprios dirigentes, o restante é resultado da iniciativa pública.

Engana-se aquele que pensa que as pessoas que brincam Carnaval desfilando pelas agremiações vão apenas pelo amor à festa. Para estes é pago um valor variável que chega a ser de R$ 30 por desfile. De acordo com os dirigentes dos Clubes, aqueles que não cobram para sair junto com a agremiação, ganham as melhores fantasias, o que no final sai o mesmo gasto.

Mesmo com todas as dificuldades todos os anos, juntos, Recife e Olinda acolhem cerca de 50 Clubes de Frevo. Sendo assim fica a pergunta: Por que tanta dedicação? Ego é a resposta. Mesmo sem concorrer a nenhum concnurso carnavalesco, o predidente do Vassourinhas de Olinda garante que coloca o clube na rua só pelo reconhecimento do público. \"O maior prêmio é ouvir os elogios de que está tudo muito bonito\", revela.  

PALAVRAS-CHAVE: clubes de frevo

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