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Pernambuco - 20.04.14 - Atualizado às 22h56

Trajeto profissional

Maioria dos jovens brasileiros almeja o próprio negócio

Publicado em 03.09.2012, às 11h32


56% dos jovens brasileiros não almejam carteira assinada, mas livre arbítrio na carreira profissional
56% dos jovens brasileiros não almejam carteira assinada, mas livre arbítrio na carreira profissional
Ilustração: Divulgação

Por Sílvia Gusmão

Ter o próprio negócio parece ser a principal aspiração dos jovens brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Companhia de Talentos em parceria com a Nextview People com mais de quatro mil jovens na faixa dos 17 aos 26 anos, de todas as regiões do País. O estudo demonstrou que mais da metade dos jovens brasileiros (56%) não almejam carteira assinada, mas livre arbítrio na sua carreira profissional. Em Pernambuco, a tendência é confirmada tanto estaticamente pelo Sebrae, onde cresceu em mais de 40% a procura de jovens por esse tipo de orientação, quanto pelo aumento da demanda observada por consultorias especializadas em carreira.

Dois principais aspectos podem estar na origem dessa tendência. O primeiro diz respeito aos novos tempos do cenário mundial, que privilegia a economia criativa. Considerado a economia do século 21, esse conceito cunhado pelo inglês John Howkins, no seu livro The Creative Economy, em 2001, refere-se a atividades que resultam do exercício da criatividade a serviço da exploração econômica. Em outras palavras, são processos que envolvem criação, produção e distribuição de produtos e serviços inovadores utilizando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

Portanto, a economia criativa alimenta-se de jovens empreendedores que utilizam a força do conhecimento para lucrar abrindo empresas de pequeno porte especialmente em setores vinculados a moda, arquitetura e design. Para se ter uma ideia, a economia criativa no País é constituída por 52 empresas, com 87,6% dos negócios empregando até 19 funcionários e 70,2% dos profissionais com até 39 anos. São símbolos representativos, por excelência, da economia criativa o iPhone, o tocador de música iPod e o leitor iPad, que combinam tecnologia, design arrojado e novo modelo de negócio.

A economia criativa alimenta-se de jovens empreendedores que utilizam a força do conhecimento para lucrar abrindo empresas de pequeno porte

A segunda razão parece estar relacionada às características da geração que está entrando no mercado de trabalho. Reflexo do ambiente no qual foram criados, esses jovens não suportam lidar com adversidades e ouvir não. A denominada Geração Y não aprendeu a lidar com hierarquia, limites e frustrações. O que significa que, disfarçada de aspiração a novos rumos profissionais, a desistência do emprego pode ser motivada pela baixa tolerância a enfrentar contrariedades, como, por exemplo, não ser rapidamente promovido ou não ter seu projeto aprovado.

É essencial ter em mente que ser empreendedor demanda ousadia e capacidade para lidar com certa dose de risco calculado, ter um bom plano de negócios e fazer uma análise da viabilidade econômica da atividade. Trata-se, acima de tudo, de um processo exigente, cujo êxito não se alcança sem perseverança e dedicação.

 

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

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Perfil

SÍLVIA GUSMÃO é psicanalista e consultora da Trajeto Consultoria silvia@trajeto
consultoria.com.br



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