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Pernambuco - 16.04.14 - Atualizado às 15h52

Trajeto profissional

Pais, o que fazer para orientar o futuro do filho

Publicado em 11.03.2014, às 17h02


Há, atualmente, uma grande quantidade de jovens adultos que mal concluem a graduação querem fazer outra
Há, atualmente, uma grande quantidade de jovens adultos que mal concluem a graduação querem fazer outra
Foto: Reprodução/ Internet

Por Sílvia Gusmão

É bastante frequente escutar dos vestibulandos que ainda não sabem o que querem fazer a frase: “Estudar pra quê se eu não sei o que quero?” Essa frase evidencia a dificuldade que eles têm de se dedicar aos estudos quando estão em dúvida. Entende-se. A dúvida produz uma inquietação que impede obter-se a tranquilidade mínima possível para conseguir ter foco e concentração nos estudos.

Diante desse cenário que presenciam, os pais se inquietam e costumam reagir da seguinte forma: insistem que os filhos estudem independentemente da escolha do que irão fazer; atitude que produz pouco eco. Ou, na tentativa de tranquilizá-los, dizem que não se preocupem; são muito jovens para fazer uma escolha tão decisiva na vida. Portanto, podem errar e recomeçar. Não se apercebem de que, embora tenham boas intenções, estimulam o filho a não pensar com a seriedade que essa decisão exige. 

Algumas atitudes podem fazer diferença. Por exemplo, tratar as dúvidas e inquietações do filho com naturalidade, mas sem deixar de incentivar a investigação sobre as profissões de interesse.



O efeito disso surge adiante. Há, atualmente, uma grande quantidade de jovens adultos que mal concluem a graduação querem fazer outra. Outros saltam de curso em curso, abandonando os já iniciados. O resultado é a extensão da vida estudantil que, obviamente, permanece bancada pelos pais.

A dificuldade dos pais é própria de um tempo em que dar limites, dizer não, assumir o lugar de autoridade perpassa a maioria dos adultos. Porém, no que tange à escolha do futuro profissional, como podem ajudar sem se abster ou pensar que têm de decidir pelo filho?

Algumas atitudes podem fazer diferença. Por exemplo, tratar as dúvidas e inquietações do filho com naturalidade, mas sem deixar de incentivar a investigação tanto sobre as profissões de interesse quanto para ver se combinam ou não com seu perfil. Um projeto profissional sólido requer identificação com a profissão, além de admiração e da sintonia com apenas uma característica, como as matérias do vestibular ou o mercado de trabalho.

Também podem explicitar expectativas e preocupações, sem receio de que com isso estarão influenciando a escolha do filho. Influenciam de toda maneira. Pelo que falam (ou não), pelo que são ou fazem. Não há como escapar. Mas isso não é ruim nem prejudicial. Além de ser estruturante, estão assumindo o direito legítimo de participar da vida do filho. Apenas não devem perder de vista de que se trata de uma opinião, e não da verdade. O filho pode querer seguir uma rota diferente.

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

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SÍLVIA GUSMÃO é psicanalista e consultora da Trajeto Consultoria silvia@trajeto
consultoria.com.br



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