Questão de pele

A saúde do nosso cabelo; saiba como preservá-la

Publicado em 20/05/2015, às 23h42 | Atualizado em 20/05/2015, às 23h44

Por Cláudia Magalhães

 / Foto: CanStock

Foto: CanStock

O nosso cabelo sofre mudanças naturalmente ao longo dos anos, mas existem também alguns hábitos bastante comuns que podem causar alterações significativas na fibra capilar ou mesmo induzir a sua queda ou alopecia, como é tecnicamente chamada os diferentes tipos de queda de cabelo. Produtos químicos, chapinhas, secadores, poluição, sol, areia, cloro da piscina e até mesmo a qualidade da água que utilizamos para lavá-los são exemplos dos múltiplos fatores que podem mudar a estrutura dos fios do cabelo.

Portanto, é muito importante cuidarmos bem deles para evitarmos esses danos tão frequentes. Quem utiliza química, por exemplo, precisa fazer hidratações com regularidade (mais ou menos a cada 15 dias) e utilizar na rotina xampus bem suaves e condicionadores potentes para, dessa maneira, evitar o seu maior ressecamento.

No caso do uso dos secadores, o ideal é lançar mão de um produto para auxiliar no processo da escovação e que também exerça a proteção dos fios em relação ao calor imposto a eles durante a sua secagem e modelação. Já as chapinhas não devem nunca serem usadas todos os dias e tão somente devem ser aplicadas em ocasiões especiais porque o excesso de temperatura e a proximidade com o cabelo podem levar a um dano bastante intenso dos fios, inclusive favorecendo a quebra dos mesmos.

Outra dica interessante é nunca deixar os fios molhados por muito tempo, já que a água pode torná-los mais elásticos, facilitando de novo a sua quebra. Por último, não podemos esquecer que a exposição do cabelo ao sol e à poluição pode acelerar o processo de ressecamento e até mesmo de envelhecimento das fibras capilares.

Por outro lado, a raiz do cabelo também pode sofrer alterações ao longo da nossa vida. Nesse caso, as causas são outras bem diferentes, tais como mudanças hormonais, anemia, gravidez, síndrome dos ovários policísticos, hiper ou hipotireoidismo, deficiências de vitaminas e oligoelementos, dentre várias outras disfunções do nosso organismo que podem interferir diretamente na região da raiz ou do bulbo capilar. Exames laboratoriais devem ser realizados a fim de corrigirmos as possíveis causas da alopécia.

Além das causas orgânicas, devemos considerar ainda que existem as predisposições genéticas, que podem atuar nos homens, mas, em alguns casos de queda de cabelo, também nas mulheres.

Para melhorar o aspecto dos fios, é fundamental cortá-los em média a cada três meses, sem necessariamente perder o comprimento, mas retirando as pontas antigas, ressecadas e duplas. Isso é verdade para os cabelos de tamanho médio e, principalmente, para quem tem cabelos longos. Esse hábito não vai interferir no estilo do corte nem no seu comprimento, pois, como o cabelo cresce cerca de um centímetro ao mês, ou seja, em três meses ele crescerá três centímetros; se a pessoa retirar apenas um centímetro nesse período, o cabelo ainda terá crescido dois centímetros.

Em conclusão, a saúde do nosso cabelo reflete por um lado o cuidado que temos com os seus fios, sempre minimizando as agressões externas que eles podem vir a sofrer. Por outro lado, um cabelo saudável, com brilho e viço reflete também a saúde do nosso organismo, de dentro para fora.

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

Questão de pele Cláudia Magalhães Formada pela Unicamp, onde fez residência médica, é especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Fellow da Sociedade Americana de Dermatologia (AAD) e da Sociedade Americana de Laser (ASMLS). recepcao.claudiamagalhaes@gmail.com

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