Questão de pele

As sobrancelhas desaparecem com a idade?

Publicado em 24/10/2017, às 10h51 | Atualizado em 24/10/2017, às 11h05

Por Claudia Magalhães

A causa mais comum deste tipo de situação é o hábito de arrancar exageradamente os pelos das sobrancelhas na juventude, visando uma linha mais fina. / Foto: SofieZborilova/Pixabay

A causa mais comum deste tipo de situação é o hábito de arrancar exageradamente os pelos das sobrancelhas na juventude, visando uma linha mais fina. Foto: SofieZborilova/Pixabay

Os cabelos, de um modo geral, vão diminuindo com a idade, tanto nos homens como nas mulheres. Isso é fisiológico na maioria das pessoas e as sobrancelhas também podem ser afetadas. Elas vão se tornando mais finas, com pelos mais ralos, e vão desaparecendo...

O que pode ser feito para melhorar ou disfarçar isto? Por que isto acontece?

A causa mais comum deste tipo de situação é o hábito de arrancar exageradamente os pelos das sobrancelhas na juventude, visando uma linha mais fina.

Os pelos dessa área são particularmente sensíveis e, cada vez que são arrancados, há uma maior chance de dano permanente ao folículo pilosos desta região, com consequente não reposição do pelo arrancado. Os danos são sempre cumulativos e se essa prática for repetida por anos a fio, realmente as sobrancelhas tendem a ficar mais finas e com falhas com o passar dos anos.

Além disso, realmente com a idade o calibre dos fios do cabelo de um modo geral e das sobrancelhas femininas em particular, tendem a diminuir.

Por isso, é importante não acelerar este processo, arrancando exageradamente os seus fios desde o início da juventude.
Outra causa muito comum é a diminuição das sobrancelhas devido à dermatite seborreica nesta área, desde que acompanhada de prurido e escoriações constantes no local, ao longo de vários anos.

O tratamento adequado da dermatite seborreica logo no início do processo pode evitar este tipo de perda capilar. Geralmente isto é realizado sem qualquer dificuldade por um dermatologista, com a prescrição de cremes e xampus apropriados.

Para as sobrancelhas que já foram danificadas, as alternativas são mais limitadas e, às vezes, menos eficazes. Existem lápis delineadores de sobrancelhas, que podem se aplicados de modo delicado sobre os pelos ainda existentes, de modo a reconstituir artisticamente o desenho delas. Com a prática, este processo se mostra bastante eficiente e rápido. Disfarça bem e resolve grande parte do constrangimento.

Existem ainda produtos fixadores e que até colorem simultaneamente as sobrancelhas. Eles podem ser incolores, mas em especial, são coloridos, em diferentes tons de castanho até o preto. Ajudam a posicionar e a fixar os fios, de modo a camuflar as falhas e dar mais volume às sobrancelhas.

Técnicas de implante de fios nas sobrancelhas têm sido aperfeiçoadas. Porém seus resultados ainda são muito variáveis e, como toda cirurgia, podem gerar cicatrizes e sequelas.

Existe nos dias de hoje a micro-pigmentação das sobrancelhas, mas este procedimento deve ser feito com cautela, considerando que é uma tatuagem e por isso mesmo, ela deve ser feita por profissional capacitado, assim como, deve ser esteticamente harmônica.

Medicamentos à base de bimatoproste foram introduzidos no mercado brasileiro, para aumentar os cílios e também têm sido avaliados para aumentar os pelos das sobrancelhas. Vale ressaltar que esta prática pode causar efeitos colaterais indesejáveis como manchas e até mesmo irritações nos olhos, mas de um modo geral, estes medicamentos têm apresentado resultados bastante satisfatórios.

Laserterapia de baixa potência associado a técnicas de micropunctura pode, ainda, funcionar em vários pacientes.

Por todos esses motivos, mais uma vez, prevenir este problema na juventude ainda é melhor do que enfrentá-lo na vida adulta. De qualquer maneira, existem diversas formas de minimizar o desconforto gerado pela diminuição das sobrancelhas e reverter esse processo. Portanto, conte sempre com a ajuda e com as orientações do seu dermatologista!


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

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Questão de pele Cláudia Magalhães Com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nº 1951, é formada pela Unicamp, onde fez residência médica, é especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Fellow da Sociedade Americana de Dermatologia (AAD) e da Sociedade Americana de Laser (ASMLS). Seu número de registro no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) é o 11.769.. recepcao.claudiamagalhaes@gmail.com

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