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O amor que guardei para mim

Pessoas que abraçam nossa alma

Publicado em 16/02/2017, às 08h00 | Atualizado em 16/02/2017, às 14h19

Por Malu Silveira

Alguns momentos nos obrigam a olhar para o lado e entender a importância de não se sentir só / Foto: Free Images

Alguns momentos nos obrigam a olhar para o lado e entender a importância de não se sentir só Foto: Free Images

Definitivamente, a vida é feita de encontros. Alguns doces, outros amargos, outros bem insossos. Uns que demoram e outros muito breves. Ultimamente venho questionando duramente a razão pela qual tantas pessoas entram e saem das nossas vidas. Muitas vezes sem aviso e tantas outras sem despedidas. Na maioria do tempo, os encontros vão se sucedendo, como esbarrões ao acaso, sem que a gente tenha noção de como alguns presentes têm um motivo especial para aparecer em nossa caminhada. 

Eu nunca tinha questionado a fundo o poder que algumas pessoas exercem em nossas trilhas. Como no automático, vamos seguindo nosso caminho sem nos preocupar em quem ocupa o lugar do passageiro ou escolhe ir na garupa. Seguimos, porque é urgente e necessário. Tantas vezes sozinho, muitas vezes acompanhado. Apenas seguimos. Porque é obrigatório. 

Até que alguns acidentes na rotina nos obriga a entender o quão essencial é olhar para o lado. Pedir ajuda, estender a mão. Deixar que enxuguem as nossas lágrimas. Nos sentir amparados é a expressão. Deixar que nos embale, nos conforte. Vá lá que seja por alguns minutos ou por várias horas. Por dias, não importa. Não se sentir só é o termo correto.


Eu também nunca tinha pensado como reservar um momento do nosso dia para alguém que esteja precisando dele pode lançar um raio de luz na escuridão de quem enfrenta batalhas internas. Não necessariamente estar por perto, mas estar presente. Até porque pedir ajuda não é sinal de fracasso. Ignorar o pedido, no entanto, é sinal de que algo está muito errado na humanidade. 

Se puder fazer valer os encontros...

... tire um tempo para ligar para um amigo. Colocar o papo em dia. Esquecer as desavenças e desfazer os nós. Vai lá, ele pode estar precisando de você neste exato momento. Se puder fazer valer os encontros, faça uma visita ao seu pai, sua mãe ou seu filho. Deixa para depois as intrigas e as cobranças. Eles podem estar na pior, só esperando alguém que os coloque para cima. 

Se puder fazer valer os encontros, escute os problemas dos outros. Tenha paciência com as queixas alheias e faça uma boa ação por dia para alguém que você ama. Tem pressa não, mas também não deixe passar da hora. Se puder fazer valer os encontros, tente entender aqueles que estão sempre por você e não esqueça nem por um minuto: quem vai sozinho pode até chegar mais rápido, mas quem segue acompanhado com certeza percorre distâncias maiores. 

Venho passando os dias entendendo, a duras penas, que alguns encontros não fazem sentido. Como peças de um quebra cabeça que não encaixam, é melhor deixar que eles sigam no próximo trem. Alguns encontros, no entanto, valem todo o esforço. Posso dizer o por quê? É como se essas pessoas tivessem o poder de abraçar nossa alma. 

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

O amor que guardei para mim Malu Silveira é jornalista. Uma garota de palavras e que adora frases de efeito. Escreve para tentar entender a vida e esse tal do amor. Outros textos em www.oamorqueguardeiparamim.com.br. maluspmelo@gmail.com

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  • De: kalderon- 16/02/2017 10:43 ao menos um texto mais leve, ultimamente so nos vem "horror" nas manchetes dos jornais...
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