NE10
Pernambuco - 24.05.13 - Atualizado às 22h15

Muito prazer

Sexo com amor: um prazer que transcende

Publicado em 26.12.2012, às 09h17


Muiras vezes, o sexo sem amor não tem a cumplicidade pós-orgasmo
Muiras vezes, o sexo sem amor não tem a cumplicidade pós-orgasmo
Foto: Internet

Por Silvana Melo

É noite num badalado bar da cidade. Olhares  se cruzam, sorrisos, danças, beijos, "amassos", sexo casual e... prazer? O que dizer, então, da sensação de vazio referida por tantos que vivenciam a experiência do sexo sem afeto? Da vontade de sair de junto dele(a) logo após o orgasmo? Daquele sentimento de estranheza que muitas vezes invade o peito ao se perceber ao lado de alguém tão desconhecido numa situação de tanta intimidade como é o sexo?

Durante a repressão sexual, amor e sexo não caminhavam juntos. Nos anos 60, surgiu a tão falada revolução sexual, e o mesmo passou a ser liberado. A "moda" era não se reprimir. Quanto mais "experiências" sexuais, melhor. O que interessava era a quantidade e não a qualidade das relações. E o sexo continuou desvinculado do amor.

Hoje estamos vivendo a era da aids, do sexo virtual, do sexo casual. Infelizmente a banalização do mesmo é uma realidade. A preocupação  com o desempenho é grande e as pessoas buscam desesperadamente ser e provar que são "boas  de cama". Mas o que é ser "bom de cama"? É sempre ter orgasmos múltiplos? É nunca ter tido uma falha na ereção? Ou é estar inteiro(a) na relação, sentindo a plenitude do prazer e do amor?

Infelizmente ainda está registrado no inconsciente de algumas pessoas que sexo e  amor não combinam. Diante de tudo isso, como fica o afeto, o carinho e o amor no sexo de hoje? O medo da entrega é frequente. Devido a traumas, muitas pessoas têm medo de se apaixonar, amar e sofrer. Desenvolvendo, dessa forma, o medo da intimidade afetiva. Outro aspecto a ser ressaltado é que, de modo geral, as pessoas limitam o prazer aos órgãos genitais. Esquecendo de descobrir e se deixar descobrir pelo toque suave e sensual no corpo inteiro. Daí a visão genitalizada do mesmo.

Sabemos que sexo é um instinto e, como tal, pode até mesmo ser praticado apenas pelo prazer efêmero. No entanto o mesmo assume um prazer que transcende o corpo e chega até ao coração e a alma quando vivido com afeto e com amor. Cabe a cada um descobrir e decidir o que deseja para si. O ser humano muito tem a aprender a respeito de sua própria sexualidade para ter uma vida sexual saudável.

Deixar desabrochar o amor que tem dentro de si, estar inteiro(a) na relação, conhecer o próprio corpo, suas sensações e desejos, assim com do(a) parceiro(a), é um excelente caminho. Acredite! 

E Muito Prazer pra vocês!!!

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

Compartilhe essa notícia

DIGG NEWSVINE STUMBLE WINDOWS LIVE GOOGLE FACEBOOK MYSPACE
Comente esta matéria
validador 

Cadastre-se! Esqueceu a senha? O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O NE10 reserva-se o direito de não publicar mensagens com palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa. Para participar, é preciso ser cadastrado no Portal.
De: Rafaele- 06/03/2013 09:56

ótima a coluna! Convido a conhecer minha loja virtual de<a href="www.martinettojoias.com.br"martinettojoias">joias e acessórios</a>. Grande abraço e sucesso!! Rafaele

Publicidade

Perfil

SILVANA MELO é sexóloga, educadora sexual e delegada da Sbrash (Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana) desde 1999. Com formação em Hipnoterapia Ericksoniana E-mail: silvanamelo@uol.com.br



ranking

especial

Por trás do muro

Por trás do muro

Especial revela a triste realidade vivida por adolescentes infratores nas unidades de reedução de Pernambuco

Sistema Jornal do Commercio de Comunicação
© Copyright © 1997-2013, SJCC - Sistema Jornal do Commercio de Comunicação - Recife - PE - Brasil
Grupo JCPM