Doses de Foco

Liderança que valoriza pessoas – Pratique Giftworks

Publicado em 08/11/2017, às 14h58 | Atualizado em 08/11/2017, às 18h44

Por Danielle Maciel Brandão

 / Foto: Pixabay

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“Por mais que um líder tenha uma formação sólida em administração de empresas, a era da mobilidade e compartilhamento exige que a gestão seja baseada em uma construção coletiva. É preciso colocar as pessoas no centro do processo, a fim de criar um ambiente prazeroso”. Leyla Nascimento

Para falar de liderança preciso primeiramente pedir licença a vocês e agradecer a vida porque tive uma excelente escola, fui liderada por Leyla Nascimento, ser liderada por ela é aprender sempre que além dos valores sólidos, muita ação e força na realização, é preciso amar as pessoas, e, se errar, seja muito humilde e recomece.

Como falar de liderança é perigoso, pois tem tanto o que falar, que enquanto eu estava escrevendo esse texto, vários foram surgindo, portanto, esse apesar de ser um texto que encerra: os três segredos dos líderes das melhores empresas para trabalhar, teremos vários posts falando sobre liderança, inclusive o próximo será sobre Liderança que inspira.

Importância do selo do GPTW

A maioria das empresas em momentos de crise foca seu olhar para os custos, processos e para clientes, porém esses diferenciais competitivos já não são assim tão diferentes entre as empresas, as empresas que tem um olhar focado em pessoas conseguem ter mais inovação e engajamento dos colaboradores em momentos difíceis. Sendo assim, as empresas que tem o selo do GPTW, tem algo que vai muito além das outras, não é o que elas fazem, mas como elas fazem que faz a diferença.

No momento que a empresa entende que precisa despertar o pleno potencial das pessoas ela sem dúvida vai criando um diferencial no mercado. O principal ponto para ser um líder que valoriza pessoas é ter a coragem de inovar. Não se inova sem criar as condições para que as pessoas possam superar o que está estabelecido. Mas como fazer isso? Saindo da forma de pensar e agir commodity. Se a atenção da sua empresa às pessoas concentra-se apenas no trabalho do Departamento Pessoal, acredite será muito difícil chegar lá.

É preciso pensar fora da caixa, superar, por meio das pessoas, o que está estabelecido para fazer melhor, para fazer diferente, para fazer o novo! Nossa experiência diz que suas chances de chegar lá aumentam exponencialmente se você tiver uma Gestão estratégica de pessoas. Aprendi que as pessoas vão esquecer o que você disse. E as pessoas vão esquecer o que você fez. Mas elas jamais esquecerão como você as fez sentir. (Maya Angelou)

Quando alguém é contratado não se pode assegurar que o indivíduo consiga manter o brilho nos olhos e o sorriso estampado em seu rosto, mas qual é o Líder que não quer liderados engajados? Isso depende do Recursos Humanos ou do Líder? Engana-se que tudo é trabalho do RH, o líder tem que colocar a mão na massa, tem que ralar, tem de criar as condições para que isso aconteça e permaneça.

Robert Levering, fundador do GPTW, descobriu em suas pesquisas, que tão importante quanto saber o que fazer, é saber como fazer. Não existe uma palavra que traduza esse conceito, mas ele pode ser entendido como um presente no trabalho, um mimo. Pode até parecer utópico à primeira vista, mas acreditem visitei muitas empresas em São Paulo, Pernambuco e Alagoas que já praticam o Giftwork e o que mudou para elas? Vantagem competitiva.

Já pensou que em tempos de crise sua empresa pode ter uma rentabilidade de 11,1%, pois é, isso acontece para as empresas que estão entre as 100 melhores empresas para trabalhar, elas conseguem gerar maior retorno anual aos acionistas, enquanto as empresas sem o conceito do Giftwork geraram um retorno de 3,8% segundo Russel Investiment Group – Estudo 1998-2010 – EUA. A performance das empresas com alto nível de confiança conta com o aumento de: produtividade, procura e nível de funcionários, qualidade do produto, inovação, capacidade de assumir riscos, colaboração e satisfação do cliente. E a diminuição de Turnover, resistência à mudança, custos relativos à saúde e número de acidentes de trabalho.

Parece muito abstrato o conceito de Giftwork, talvez por ser uma palavra em inglês, ou pela falta de tradução, mas de maneira muito simples, pode-se dizer que é gerar gentileza a partir de um mimo para o seu liderado com baixo custo e significado para quem está recebendo. Existe um ciclo para o Giftwork acontecer, com as seguintes etapas:
1. Perceber (Giftwork do funcionário)
2. Selecionar (uma oportunidade para o funcionário)
3. Elaborar (a prática do Giftwork)
4. Apresentar (a prática com o espírito Giftwork)

O mais legal dessa cultura é que o tempo todas as pessoas ficam pensando em como podem tornar o dia do outro ou uma situação mais especial, e isso é possível. Imagine agora essa cultura na sua empresa, o que poderia melhorar?

Isso é real, e quem faz isso muito bem é Márcio Fernandes, um dos líderes mais inspiradores, CEO da Elektro primeiro lugar no Prêmio melhores empresas para Trabalhar no Brasil e autor do Livro: A Felicidade dá lucro. Ele diz: “É possível ser competitivo e produtivo no mundo dos negócios com funcionários, acima de tudo, felizes. Esse resultado reflete uma decisão das nossas pessoas, que transformaram o ambiente de trabalho. Elas resolveram fazer diferente e mudar a forma de gerir uma empresa e seus funcionários. Dessa forma, nós quebramos o paradigma de que não é possível fazer mais e melhor com menos. Os colaboradores da Elektro estão provando que é. Hoje somos mais eficientes, nossa produtividade melhorou e a satisfação dos nossos clientes também”.

Se ainda não está claro, vou dar um outro exemplo e esse sempre me emociona: Na BB Mafre uma executiva foi chamada a sala do diretor para ser comunicada de sua promoção, ficou muito emocionada e disse que era de uma família humilde e que era única que tinha chegada a ter carreira e por isso queria muito que a mãe dela tivesse lá naquele momento. Anos depois, ela foi convocada para sala do diretor, mas ao chegar lá quem estava era a sua mãe com o diretor e deu a notícia de sua promoção. Seu diretor convidou a mãe da executiva, pois sabia o quanto aquilo significaria para ela. Como vê, o diretor percebeu o que era importante para a funcionária, o que tinha valor e o que iria trazer grande satisfação e gerar um sentimento de muita felicidade ao receber. O máximo que esse diretor gastou foi o valor do táxi referente ao transporte da mãe à empresa. Mas o que ele gerou tem preço? Que possamos cada vez mais gerar esse ciclo virtuoso dentro de nossas organizações, já pensou o que você pode fazer para gerar esse ciclo na empresa? Já pensou que você pode gerar giftworks a partir de agora?


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

Doses de Foco Danielle Maciel Brandão É Diretora Executiva do GPTW PE/AL, coach Executiva e de Carreira, professora MBA em Gestão de Pessoas e Negócios , consultora em Gestão de Pessoas e mestre em Geociências pela UFPE em 2001. dani.maciel@greatplacetowork.com

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