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Difusão

A colaboração no jornalismo

Publicado em 17/05/2017, às 19h42 | Atualizado em 17/05/2017, às 19h53

Por Marcelo Sampaio de Alencar

Ainda há necessidade de um bom editor para filtrar e dar credibilidade à informação / Foto: Pixabay

Ainda há necessidade de um bom editor para filtrar e dar credibilidade à informação Foto: Pixabay

A colaboração entre o leitor e o jornalista está bem estabelecida, mas, evidentemente, há quem discorde da importância dada ao conteúdo produzido por usuários, visto que a nova mídia pode ser vulnerável ao conteúdo de baixa qualidade, ou falacioso, considerando que a posse de um computador e o acesso à Internet não fazem de um blogueiro um jornalista competente ou confiável. Mas, de alguma maneira, o jornalismo voltou a ser amador com os blogueiros.

Apesar da extinção, na prática, da função de copydesk nas redações ter baixado sensivelmente a qualidade e a correção dos textos, ainda há necessidade de um bom editor, que seja, na medida do possível, livre de interesses políticos ou econômicos, para filtrar e dar credibilidade à informação.

Em função de as redes sociais terem fortalecido o jornalismo colaborativo, os jornalistas ampliaram as chances de encontrar e acompanhar informações sobre determinado fato. Assim, em uma inversão de pauta, muitos veículos passaram a publicar suas matérias nas redes, e a pedir a colaboração dos internautas para ampliar as notícias.

Um estudo, publicado em outubro de 2009, mostrou que 70% dos jornalistas de Nova York já admitiam usar o Twitter em sua prática diária de reportagem. Quando questionados se as mídias sociais agilizavam a produção do trabalho, o percentual subiu para 92%.

No Brasil, a prática do jornalismo colaborativo, no ambiente das redes sociais, continua a ser novidade. Entretanto, o acesso da população aos aparelhos smartphones tem acelerado o processo.



Geralmente, o usuário registra um acontecimento e o envia, mas apenas as fotos e os vídeos são normalmente usados pelos veículos, e os textos acabam sendo editados, para adequá-los ao formato do veículo. Os profissionais não dão muito valor à postagem de notícias pelos internautas.

Ou seja, esses profissionais entendem como necessária a filtragem das notícias, para identificar quais conteúdos colaborativos enviados para os sites e portais podem ser utilizados pelos veículos. Nas redes sociais os jornalistas também precisam fazer uma curadoria cuidadosa das postagens.

Com esse objetivo, alguns veículos de mídia têm usado ferramentas disponíveis na Internet, como o Storify, que é utilizado pelo The New York Times, para construir narrativas com informações recolhidas de mídias, como Twitter, Facebook, Instagram e Youtube.

Porém, como toda informação a ser apurada por repórteres, o conteúdo encontrado na Internet deve ser verificado e conferido. Curiosamente, as redes sociais também se tornaram uma ferramenta adicional na apuração de fatos pelo profissional da área, e para o relacionamento com os internautas.

Com o jornalismo colaborativo, o jornalista passou a concentrar responsabilidade sobre a filtragem da notícia, sua confirmação e verificação de fontes, porque ele agora, mais do que nunca, é o seu fiador, aquele que lhe dá a chancela e a certifica.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão jornalismo notícias

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

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