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Criptografia para iniciantes

Publicado em 20/04/2018, às 14h51 | Atualizado em 20/04/2018, às 15h07

Por Marcelo Sampaio de Alencar

Profissionais de segurança de redes tentam bloquear atuação dos hackers / Foto: Divulgação

Profissionais de segurança de redes tentam bloquear atuação dos hackers Foto: Divulgação

As redes de computadores estão constantemente sob ataques de invasores, geralmente conhecidos como hackers ou crackers. Os profissionais de segurança de redes preocupam-se, então, em definir alguns objetivos para garantir a integridade dos sistemas.

É importante controlar ataques que ameaçam as metas de segurança estabelecidas pela empresa ou instituição, prover serviços de segurança e seus interrelacionamentos, e garantir mecanismos para prestar serviços de segurança e para introduzir as técnicas de criptografia.

A mensagem original, a ser transmitida, é identificada como texto claro, e será convertida para uma sequência com aparência aleatória, para não ser facilmente reconhecida, chamada texto cifrado.

O processo de cifragem usa um algoritmo de codificação que depende de uma senha, previamente escolhida, de preferência sem ligação com o texto original. A cada nova senha usada, o algoritmo produz uma nova saída.

Considera-se que um criptoanalista, ou hacker, pode observar a mensagem cifrada e tentar decodificá-la. Portanto, o algoritmo deve resistir a ataques. Na recepção, uma transformação inversa é efetuada no texto cifrado, para produzir o texto claro.

Para tanto, o receptor deve possuir a chave que inverte a transformação, e isso implica que a geração, a transmissão e a manutenção da chave são partes importantes do processo de cifragem.

Há duas maneiras de criptografar um texto. Existe a cifragem com chave simples e a cifragem que usa uma chave pública e outra chave privada. A chave única, combinada previamente entre as partes, é usada para criptografar uma informação e também para recuperá-la.

A criptografia com uma chave pública e outra chave privada garante maior segurança à transmissão da informação, porque não há necessidade de prévio acordo entre as partes. A chave pública é divulgada na rede, sendo usada para criptografar a informação. A chave privada é mantida em segredo sendo usada para decifrar a mensagem.

A segurança de um sistema criptográfico depende, então, de algumas condições: o algoritmo de criptografia deve ser robusto, para dificultar a decodificação da mensagem, com base apenas no texto cifrado, a chave deve ser mantida em segredo, e deve haver um canal seguro para sua transmissão mas, curiosamente, não é preciso manter o algoritmo secreto.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

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Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

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