Difusão

Os riscos dos planos para os clientes

Publicado em 27/04/2017, às 19h38 | Atualizado em 27/04/2017, às 19h51

Por Marcelo Sampaio de Alencar

Poucos sabem mas, ao comprar planos de previdência, o cliente assume dois riscos principais / Foto: Pixabay

Poucos sabem mas, ao comprar planos de previdência, o cliente assume dois riscos principais Foto: Pixabay

O governo lançou um projeto irreal para a nova legislação previdenciária, com o objetivo claro de negociar uma lei mais branda, e obter o apoio do Congresso na votação. Com prazos maiores de contribuição, e menores vantagens para os contribuintes, haverá um incremento na busca por planos de previdência privada.

O que nunca é dito pelo governo, ou pela propaganda das empresas, é que, ao comprar um plano de previdência, o cliente assume dois riscos principais.

O risco do segurado morrer cedo, ou ficar inválido, que é real, e impede o participante de desfrutar adequadamente de seu dinheiro acumulado, ao parar de trabalhar. Os planos de previdência privada são divididos em duas categorias, a de contribuições e a de pagamento do benefício.

No primeiro caso, os recursos são remunerados de acordo com as regras vigentes. Assim, no caso de morte, o saldo acumulado, descontados os impostos, fica à disposição dos beneficiários legais. Em caso de invalidez, o próprio segurado pode receber a quantia em questão.



Se a morte acontecer durante o período de recebimento, são duas as possibilidades. A renda vitalícia, na qual o dinheiro depositado passa a fazer parte da reserva técnica da seguradora, não dando direito aos dependentes. Isso ocorre porque o benefício foi calculado tendo como base a expectativa de vida do contratante. Nesse caso, os que morrem mais cedo acabam financiando aqueles que têm vida mais longa.

Caso a opção tenha sido por receber uma certa quantia por um determinado número de anos, os beneficiários têm direito a receber o valor até que se complete o número de anos do contrato. O valor também pode ser sacado de uma só vez, descontados os impostos.

Há também o risco da seguradora quebrar, que depende da solidez da instituição na qual se aplica o dinheiro, mas que não é baixo, pelo histórico dos últimos 50 anos no País. Por ser uma aplicação de longo prazo, caso haja algum problema com a seguradora, o cliente pode arcar com o prejuízo, ou ter que aguardar um longo período até que a Justiça defina o caso.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão planos notícias

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

Continue Lendo

COMENTE ESTA MATÉRIA

Nome:
E-mail
Mensagem

O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O NE10 reserva-se o direito de não publicar mensagens com palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa.

  • De: asouza- 29/04/2017 12:12 Pois, é caro Vinícius a saída parece ser o Tesouro direto mesmo.
  • De: Vinicius- 28/04/2017 09:49 Só vale a pena fazer previdência privada com taxa de administração até 0,7% a.a., pois acima disso perde o brilho da rentabilidade do fundo de previdência privada e é bom procurar isenção da taxa de carregamento. Outra saída é investir no Tesouro Direto de longo prazo, pois cobra apenas 0,3% a.a. taxa de custódia, é mais seguro e rende o dobro que a poupança.
Vitrine NE10
Vitrine NE10
Fechar vídeo