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O Brasil vai mal nas taxas

Publicado em 30/08/2017, às 16h21 | Atualizado em 30/08/2017, às 16h26

Por Marcelo Sampaio de Alencar

País não está bem na avaliação da UIT sobre o desenvolvimento das tecnologias / Foto: Pixabay

País não está bem na avaliação da UIT sobre o desenvolvimento das tecnologias Foto: Pixabay

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) é a agência do Sistema das Nações Unidas (ONU) dedicada a temas relacionados às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Ela foi criada em 17 de maio de 1865, após negociação entre os 20 países, com a assinatura em Paris da primeira Convenção Internacional do Telégrafo, e nomeada inicialmente União Internacional do Telégrafo (UIT).

O trabalho realizado pela UIT envolve três setores básicos: Setor de Normalização das Telecomunicações (UIT-T), Setor de Radiocomunicações (UIT-R) e Setor de Desenvolvimento das Telecomunicações (UIT-D). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é filiada à UIT, junto com agências de mais de 200 países.

A UIT criou uma métrica, chamada Índice de Desenvolvimento de ICT (Tecnologias de Informação e Comunicação), cuja sigla é IDI, que avalia o desenvolvimento dessas tecnologias para todos os países.

Em 2016, a Coréia do Sul ficou na primeira posição no mundo, em relação ao IDI, seguida pela Islândia, Dinamarca, Suiça e Reino Unido. Os Estados Unidos ficaram na posição 15, o Canadá na 25, Portugal na 44, Uruguai na 44, Argentina na 55, seguida pelo Chile na 56, Costa Rica na 57, os primeiros países latinoamericanos.

O Brasil ficou na posição 63, o que é uma notícia ruim, considerando que o País estava entre as dez maiores economias do mundo. Entre os indicadores de acesso, do último relatório da UIT, o Brasil tinha 21,4 assinaturas de telefonia fixa por 100 habitantes, 126,6 assinaturas de telefonia celular por 100 habitantes e uma porcentagem de 54,5% dos lares conectados à Internet.



O custo da telefonia continua elevado, pelos padrões da UIT. A cesta de serviços móveis celulares, revela um porcentual de 1,24% da Renda Nacional Bruta (GNI). Bem superior aos porcentuais da Alemanha, Rússia, Reino Unido, Canadá, Itália, China, Estados Unidos, Portugal e Japão, por exemplo.

Outros indicadores de qualidade da telefonia móvel celular também não são animadores no Brasil, medidos pelo Plano Geral de Metas de Qualidade (PGMQ), da Anatel. A taxa de completamento de ligações é de apenas 67%, ou seja, 33% das chamadas não são completadas. Um porcentual de 5% das mensagens não são entregues, e idêntico valor para canais de tráfego que não são alocados.

A garantia de taxa de transmissão média contratada se encontra em torno de 80%, indicando que os usuários são lesados em 20% do que pagam pelos serviços de dados. Nenhuma das grandes operadoras cumpriu mais de 74% das metas acertadas com a Anatel.

Finalmente, a probabilidade de bloqueio na rede celular está tão elevada, muito acima de 2%, que é o recomendado pela UIT e normalizado pela Anatel, que nem é mais encontrada nas publicações das operadoras, ou nos sítios de estatísticas da área.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão brasil notícias

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

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