
Terça-feira será um dia especial para os pescadores da Colônia Z1, em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. É o dia de render homenagens ao seu padroeiro, São Pedro. Mais de dois mil trabalhadores que precisam do mar para tirar o sustento de casa estarão em festa, na terra e no mar. Há 59 anos, na mesma colônia de pescadores, o cortejo ganha fôlego nas ruas enfeitadas com bandeirinhas, barracas de comidas típicas montadas e com a presença das pessoas da comunidade, pescadores e visitantes que são devotos do santo. São esperadas cinco mil pessoas.
As festividades religiosas começam cedo. Às 6h, uma salva de 21 tiros desperta os pescadores para dar início à buscada. Mais tarde, às 8h, haverá a realização de uma missa na Capela de São Pedro. Para dar continuidade aos festejos, a procissão terrestre, tem início às 14h, com caminhada do templo até a Vila Moacir Gomes, no mesmo bairro. “Nesse momento, as pessoas rezam, agradecem e pedem bênçãos ao santo protetor”, contou o presidente do conselho fiscal da colônia, Francisco Romeiro.
Por volta das 15h, os pescadores começam a procissão marítima. Trinta barcos são esperados para levar a imagem de São Pedro até um armazém nas proximidades do Porto do Recife. “Já anunciamos que iremos premiar o melhor barco. Ainda não decidimos qual será o presente, mas vamos arcar com os custos e honrar com nossa palavra”, garantiu o presidente.
“É uma procissão muito bonita. Por problemas na própria colônia, o evento foi perdendo a motivação, mas estamos trabalhando para que essa tradição seja restaurada. Vamos recuperar a importância do cortejo no calendário junino da cidade”, disse o assessor técnico da Fundação de Cultura do Recife, Marcelo Varela.
Quando as embarcações retornarem, por volta das 17h, será a hora de começar a festa profana. “Teremos palco montado, apresentações de bandas de forró e barraquinhas vendendo comidas típicas. Não tem hora para a festa terminar. Todos os anos ela segue pela madrugada. Uma média de cinco mil pessoas se reúnem”, explicou o assessor.
ORIGEM - Segundo o presidente do conselho fiscal da colônia, Francisco Romeiro, a procissão começou no Recife depois que pescadores viram uma buscada em homenagem a São Pedro no Rio de Janeiro. “Eles se encantaram com o cortejo e resolveram adotar por aqui”, disse.
Fonte:
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