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Recife - 21.05.12

Gripe A (H1N1)

OMS divulga nova orientação sobre sintomas da gripe A (H1N1)

Publicado em 31.07.2009, às 16h16

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a venda de Tamiflu continue a ocorrer apenas com orientação médica para o tratamento da gripe A (H1N1), popularmente chamada de gripe suína. Mas abre a possibilidade para que os países que contam com um estoque significativo do remédio e que têm recursos financeiros usem o antiviral também como profilaxia.

Hoje (31), a entidade apresentou uma nova orientação em termos de sintomas que devem fazer pacientes e médicos acelerarem o tratamento. Diante da possibilidade de uma deterioração rápida das condições de uma pessoa, a OMS pediu que pacientes e médicos fiquem atentos aos seguintes sintomas: falta de ar (tanto durante uma atividade física como em descanso), dificuldades para respirar, dores no peito, status mental alterado, febre alta por mais de três dias e pressão sanguínea baixa. Outros sintomas preocupantes são a cor azulada no corpo e cuspir sangue.

Na Europa e em vários países a disseminação do vírus A (H1N1) está se transformando em um desafio em termos de tratamento. Em países como o Reino Unido, já se pode comprar o remédio pelo telefone, enquanto na Suíça a caixa do antiviral é 100% reembolsada pelos seguros de saúde.

Mas para o porta-voz da OMS, Thomas Abraham, a recomendação médica ainda deve ser feita. "Tanto faz como o remédio é distribuído. A questão é que um médico ainda deve recomendar", disse. Ele insiste que a principal mensagem da entidade é mesmo para que o remédio seja usado para o tratamento Mas a situação poderia ser diferente para os países mais ricos.

Aphaluck Bhatiasevi, outra assessora da entidade, aponta que já está comprovado que o Tamiflu pode ajudar a garantir uma maior proteção, inclusive para pessoas que não foram afetadas. "Se uma pessoa trabalha ou precisa conviver com alguém que está com a gripe, pode ser boa ideia que também tome o antiviral. Mas isso é apenas para países que têm um estoque suficiente ou recursos, como é o caso do Reino Unidos", disse a assessora da OMS.

Na Suíça, existem 30 milhões de tratamentos do antiviral para uma população de 7 milhões de habitantes. Já a OMS tem 5 milhões de tratamentos doados pelos fabricantes para atender 70 países pobres.

A OMS prefere insistir que a recomendação prioritária é mesmo para o uso como tratamento, temendo que haja uma corrida ao produto. Em 2010, a Roche produzirá 400 milhões de tratamentos.

Em comunicado hoje (31), a entidade deixou claro que o antiviral deve ser tomado assim que os primeiros sintomas aparecerem. "Como os benefícios do oseltamivir (princípio ativo do Tamiflu) são maiores quando ele é dado nas primeiras 48 horas, médicos devem iniciar imediatamente o tratamento e não esperar o resultado de testes de laboratório", recomenda a OMS.

Mesmo que o tratamento não seja ministrado nesse prazo, a OMS sugere que o remédio siga sendo recomendado por médicos a pessoas com os sintomas. "Um início tardio do tratamento pode também ser benéfico", disse a entidade. Entre os benefícios estão a redução do risco de uma pneumonia, que é uma das causas mais frequentes de morte em pessoas afetadas. Outro benefício é a redução da necessidade de hospitalização.

SINTOMAS - A OMS alerta ainda que um ponto surpreendente é o número de pessoas saudáveis e com menos de 50 anos que desenvolvem a doença de forma rápida, com pneumonia severa e órgãos que deixam de funcionar. A entidade não sabe porque isso ocorre.

Para as crianças, os sintomas que demonstram que os casos são grave são respiração acelerada, dificuldade para respirar, perda de atenção, dificuldade para acordar e pouca vontade de brincar. Se qualquer desses sintomas surgir, a recomendação é para que uma pessoa vá ao médico.

Segundo a OMS, a maioria das pessoas infectadas ainda desenvolvem apenas sintomas leves e se recuperam em uma semana, mesmo sem tratamento. Até agora, nenhuma mudança foi identificada no vírus.

GRÁVIDAS - Outra recomendação feita nesta sexta-feira (31) se refere a gestantes, grupo que está entre os de maior risco de desenvolver sintomas graves. O risco é ainda maior no segundo e terceiro trimestre da gravidez. A OMS também constatou que há um risco maior de abortos em mulheres grávidas que sejam infectadas, além de morte do feto.

A entidade aponta que pandemias anteriores também registraram padrões semelhantes em relação às gestantes. Elas também correm mais risco em uma temporada sazonal de gripe. Mas esse risco se amplia com a atual pandemia que, justamente, afeta os mais jovens.

"Uma mulher grávida está sob risco e deve procurar um médico se identificar sintomas da gripe", disse Abraham. A OMS também pede que ginecologistas que estejam acompanhando as grávidas fiquem atentos para os sintomas.

As gestantes ainda devem estar entre os grupos que primeiro receberão doses de vacinas, assim como antivirais. Nos Estados Unidos, a recomendação já vai nesse sentido.

Além das grávidas, o grupo de risco inclui pessoas com problemas de pulmão, asma, doenças cardiovasculares e diabete. Obesidade também pode ser um fator de risco.

HEMISFÉRIO SUL - A OMS ainda aponta que o Hemisfério Sul deve ver uma queda da atividade do influenza A (H1N1) nas próximas semanas, quando o inverno se tornar mais suave. Isso não quer dizer, porém, que os casos da gripe suína vão terminar ou ser reduzidos. Hoje, a América Latina é a região que oficialmente conta com o maior número de casos e de mortes.

Para Abraham, o que regiões como a América do Sul podem descobrir é o número de fato de ocorrências de A (H1N1), uma vez que a temporada da gripe sazonal já tenha passado. Nos países da Europa, o inverno terminou há meses, mas o número de casos da gripe suína continua subindo.

"O número de pessoas infectadas e de mortes vai continuar a aumentar. A pandemia continua a se espalhar. Um dos locais para acompanhar agora é a Ásia, com a chegada das monções", disse Aphaluck.

Fonte: AE

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