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Pernambuco - 21.05.12 - Atualizado às 01h01

Embate

Debate presidencial é marcado por acusações

Publicado em 11.10.2010, às 00h35

Gilvan Oliveira Do Jornal do Commercio

Um encontro tenso, recheado de ataques pessoais e de comparações entre os governos Lula e FHC. E com poucas propostas. Essas foram as marcas do primeiro debate entre os presidenciáveis no segundo turno, realizado neste domingo à noite, pela TV Bandeirantes, o mais duro realizado até agora. Nem de longe lembrou os do primeiro turno, engessados e pasteurizados. Desde o início, Dilma Rousseff (PT) deixou claro que partiria para o confronto. Acusou a campanha de José Serra (PSDB) de difamá-la e procurou colar nele a pecha de privatista. Citou o tema do aborto e se disse vítima de uma campanha “odiosa”.

Serra, por sua vez, se defendeu acusando o governo do PT de ineficiência e de aparelhar o serviço público. Levantou o debate sobre segurança pública, saúde e infraestrutura, mas se viu acuado pela petista, que por diversas vezes jogou as privatizações contra ele, inclusive cobrando uma posição sobre uma eventual venda da Petrobras e a cessão da exploração do pré-sal. O tucano se disse contrário.

Com estilo incisivo, bem diferente do adotado no primeiro turno, Dilma usou o vice de Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), e a esposa do candidato, Mônica Serra, para justificar a “campanha difamatória” contra ela. Disse que Indio organizava um blog para atacá-la e que a esposa de Serra a acusava de “matar crianças”, por conta da polêmica do aborto, tema que Dilma tentou se desvencilhar e jogar no colo do adversário. Ela cobrou de Serra que ele assumisse que foi o tucano, quando era ministro da Saúde, quem regulamentou o atendimento do aborto no serviço público em casos previstos em lei: estupro e quando a gravidez põe em risco a vida da mãe.

Serra afirmou que, no caso do aborto, seguia a lei. Devolveu as acusações com outros ataques. Ironizou ao afirmar que “se solidarizava” com a petista pelos ataques pessoas, porque ele e sua família “também foram vítimas deles”. Citou a ligação de Dilma com a ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), que caiu abatida por denúncias de corrupção. E defendeu privatizações. “Se não fosse assim, o Brasil estaria falando por orelhões”, declarou, se referindo ao setor de telefonia.

Durante todo o programa, Serra acusou Dilma de ter “duas caras”, em referência velada à eventual mudança de opinião dela sobre a liberação do aborto. E Dilma afirmou que seu adversário teria “mil caras, uma para cada conveniência”.

Ao final, Dilma centrou seu discurso nas diferenças entre os projetos petistas e tucanos simbolizados pelos governos FHC e Lula, e basicamente colocou-se como a que continuará o projeto do atual governo. Já Serra, em tom mais ameno que a oponente, chegou a expor propostas: criação de um ministério da segurança pública, de apoio às Santas Casas de Saúde e investimentos em portos e aeroportos.

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De: eunice- 12/10/2010 10:54

Na França os trabalhadores cruzaram os braços em protesto contra o aumento da idade para a aposentadoria. Passadas as eleições, um pacote de maldade também está´pronto para os trabalhadores: PL 549, q prevê aumento de 10 em 10 anos para o servidor público, flexibilização de férias e décimo dos trabaladores, privatização dos CORREIOS... Será que as CENTRAIS daqui estarão do nosso lado??

De: José Lira- 11/10/2010 21:36

A proposta orçamentária da Prefeitura de São Paulo para 2011 prevê reduzir verbas de subprefeituras localizadas em regiões pobres da capital. Por outro lado, áreas com moradores de maior renda média devem receber mais dinheiro, segundo o projeto de lei 444, entregue pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) à Câmara Municipal no final do mês passado.

De: ELEITOR- 11/10/2010 21:11

Falta vergonha na cara dos políticos, como eles não tem coerência, estamos perdidos.

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