
A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que mantém câmpus em Petrolina, no Sertão pernambucano, em Juazeiro (BA) e em São Raimundo Nonato (PI), também vai usar a nota do Enem como única maneira de ingresso nas suas graduações. Não haverá mais vestibular. A diferença é que a Univasf é a única universidade federal do Estado que reservará metade das vagas para alunos que estudaram integralmente o ensino médio em escola pública. No último vestibular, a instituição ofereceu 790 vagas em 13 cursos.
Para candidatar-se à cota social, o candidato que estudou em colégio público não pode tirar nota zero em nenhuma das quatro áreas do Enem. Também não pode zerar a redação. Essa mesma regra vale para todos os candidatos do vestibular, independentemente da origem escolar. Levará ponto de corte quem ficar com zero em uma das áreas do exame.
A comissão de seleção vai juntar as notas dos candidatos cotistas e tirar uma média. Para conquistar a vaga, o estudante tem que somar nota igual ou superior a 70% dessa média. A reserva de 50% das vagas não terá necessariamente que ocorrer. Caso os cotistas não atinjam a nota mínima exigida, as vagas que sobrarem serão liberadas para os demais concorrentes.
PESOS
A Univasf ainda não definiu o peso que cada área do Enem terá no processo seletivo dos novos alunos. A expectativa é que isso ocorra no próximo mês, quando o Ministério da Educação deve iniciar o cadastro das universidades que adotarão o exame como único forma de ingresso nas graduações.
