
Universitários egressos da rede pública, alunos de cursos de licenciaturas e do interior ou que estudam no turno da noite poderão contar, a partir do segundo semestre de 2009, com bolsas para auxiliar nas despesas com moradia, alimentação e transporte. De acordo com a pró-reitora para Assuntos Acadêmicos da UFPE, Ana Cabral, serão destinados para o programa 13% do orçamento da universidade, além de recursos provenientes do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), ambos do MEC.
O programa vai beneficiar 170 alunos do câmpus de Caruaru, no Agreste pernambucano, e 70 de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata - o que representa 10% do total de universitários de cada unidade. A quantidade de estudantes contemplados pelos auxílios no Recife ainda será definida. Segundo Ana Cabral, os editais para inscrição serão divulgados no início do segundo semestre.
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Podem se candidatar estudantes cuja renda per capta da família seja de um salário mínimo e haverá "um escalonamento de prioridades na seleção", segundo a professora. A bolsa-alimentação deverá ser de R$ 3 até que os restaurantes universitários fiquem prontos. Ana Cabral acredita que calouros do Vestibular 2010 já poderão usufruir do benefício. Já a bolsa-moradia para Caruaru e Vitória de Santo Antão será de R$ 285, lembrando que "não haverá sobreposição de bolsas", como alertou Ana Cabral.
A UFPE deverá destinar R$ 78 mil para custear o transporte de 200 estudantes do câmpus Recife durante um ano e meio. Na Capital, como já existe a Casa do Estudante, que abriga 272 alunos, não haverá a bolsa-moradia, apenas transporte e alimentação. Os valores divulgados, porém, podem sofrer alterações, já que ainda deverão ser aprovados pelo Conselho Universitário.
Louvável a iniciativa da UFPE ao conceder bolsas a alunos egressos da rede pública. Sou exbolsita dessa Universidade e sei das dificuldades que passam alunos carentes. Parabéns a luta do profº reitor Amaro e da profª na Cabral. Tudo isso é um reflexo do Governo Lula. Prefiro um "analfabeto" a um intelectual que não sabe o que é dificuldades na vida.
