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Pernambuco - 24.04.14 - Atualizado às 05h20

Saúde // Imunização

Recife prioriza vacinas contra hepatite A e catapora. HPV virá apenas pelo SUS

Publicado em 04.10.2012, às 19h43


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Paula Schver Do NE10

Do calendário de imunização do Recife, a vacina contra o HPV ainda não faz parte. A capital pernambucana aguarda a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer às mulheres uma das principais prevenções ao câncer de colo de útero. O cenário difere de Ipojuca [leia aqui], cidade do Grande Recife que, desde o mês passado, adiantando-se ao Ministério da Saúde, retira verba dos cofres municipais para proteger a população contra o segundo câncer que mais mata mulheres no Brasil.

Mês passado, o Senado aprovou projeto de lei que prevê a vacinação de meninas entre 9 e 13 anos contra o HPV, o vírus do papiloma humano, principal causador do câncer de colo de útero. O projeto agora será votado pela Câmara Federal e, caso aprovado, irá para sanção da Presidência da República.

A Secretaria de Saúde do Recife entende que a vacina contra o HPV deve ser implantada na capital, mas aponta a prevenção à hepatite A e catapora como prioridades já para 2013. "Para inserirmos uma vacina na rede de saúde, é necessário haver estudos sobre custo/benefício e epidemiologia da doença. Seguindo o calendário do Ministério, 2014 é a previsão para introduzir a vacina contra o HPV", diz Elizabeth Azoubel, coordenadora de imunização do Recife.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco, alinhada com a do Recife, informa que aguarda posicionamento do Governo Federal para disponibilizar as doses da vacina. O Ministério da Saúde, em comunicado por e-mail, diz que foi criado um grupo para definir a melhor estratégia para a implementação na rede pública de saúde, bem como definir os públicos alvo e a organização do SUS para a incorporação desta vacina.

"A introdução da vacina contra HPV no Sistema Único de Saúde está em fase final de estudos pelo Ministério da Saúde." Complementa informando que a inclusão de novas vacinas leva em consideração vários critérios que devem ser cumpridos para que a implantação aconteça de forma estruturada: epidemiológico, imunológico, socioeconômicos, custo efetividade, tecnológicos, operacionalidade e financeiros.

Um outro ponto a ser levado em consideração, acrescenta Elizabeth, é o público da campanha. Em 2010, cita, o Recife oferecereu à população do município vacina antirrábica, mas pessoas de toda a Região Metropolitana foram aos postos da capital, fazendo extrapolar a demanda programada. O resultado foi a falta da vacina.

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