
Além de destinar emendas para Campina Grande (PB), município em que a irmã é pré-candidata a prefeito, e de pedir prioridade em repasses para a Prefeitura de Pilar, governada pela mãe, o novo ministro das Cidades, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), emprega em seu gabinete na Câmara um primo de primeiro grau que não bate ponto em Brasília.
O engenheiro Roberto Ribeiro Cabral foi nomeado em 15 de junho do ano passado para exercer o cargo de secretário parlamentar de Aguinaldo. Ele é filho de Maria Nivanda Ribeiro Cabral, irmã já morta do ex-deputado Enivaldo Ribeiro (PP), pai do novo titular das Cidades.
Em 15 de junho do ano passado, o deputado, em seu primeiro mandato, nomeou o primo secretário parlamentar 8. Ele é funcionário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e, a pedido de Aguinaldo, foi requisitado para o gabinete. O salário da estatal continua sendo pago e a Câmara o complementa com R$ 661,18.
Morador de Campina Grande, principal reduto eleitoral do ministro, o engenheiro não exerce suas funções na Casa. Uma filha do assessor disse à reportagem que o pai não trabalha em Brasília. “Quando ele vai, fica na casa de Enivaldo (Ribeiro)”, explicou.
O engenheiro é dono de uma construtora em Campina Grande e, no ano passado, contribuiu com R$ 9 mil para as campanhas de Aguinaldo à Câmara e da irmã dele, Daniella Ribeiro (PP), a deputada estadual da Paraíba.
Questionado pelo Grupo Estado ontem, o engenheiro disse, por telefone, não saber se é o único parente lotado no gabinete de Aguinaldo. Ele não deu detalhes de suas funções na Câmara, justificando estar ocupado, numa reunião. E interrompeu a ligação abruptamente.
A Súmula do Supremo Tribunal Federal que proíbe o nepotismo (empregar familiares na administração pública) não alcança primos. A regra veda a contratação de parentes até o terceiro grau, mas eles são considerados de quarto grau (a regra considera os avós como primeiro grau).
FAVORECIMENTO - Eleito para o primeiro mandato em 2010, Ribeiro tem feito gestões em favor da família, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo esta semana. Das emendas apresentadas ao Orçamento de 2012, três, no valor total de R$ 780 mil, foram destinadas para Campina Grande, onde Daniella é pré-candidata à prefeitura nas eleições deste ano.
Duas delas visam a destinar R$ 450 mil para dois hospitais da cidade. A terceira, de R$ 330 mil, é para a aquisição de equipamentos para a Universidade Federal de Campina Grande, um dos nichos de campanha da irmã, que é professora universitária.
Numa indicação enviada ao então ministro Mário Negromonte (PP-BA), desalojado do Ministério das Cidades anteontem por denúncias de irregularidades, Aguinado pediu ao colega de partido para turbinar as verbas do Minha Casa, Minha Vida no município de Pilar, cidade governada pela mãe, Virgínia Maria Veloso Borges (PP), como revelou o portal estadão.com.br.
“Com o incremento do Minha Casa, Minha Vida no município de Pilar-PB, diversas famílias de baixa renda dessa região conseguirão realizar o sonho de ter a casa própria - que muitas vezes é um sonho de uma vida inteira”, afirmou Aguinaldo, na indicação enviada ao ministério, em maio do ano passado. O pedido do novo ministro, porém, não teve prosseguimento: está parado desde então com a ministra Gleisi Hoffman, na Casa Civil.
Procurado ontem, por meio de sua assessoria, o ministro Aguinaldo Ribeiro não retornou às ligações da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado
Até quando teremos que aceitar de biquinho calado esses aristocratas?
um erro de edição, os avós não são o primeito grau. Pela ordem sucessiva os pais são o primeiro grau, os avós segundo, e os tios terceiro. e se a lei ou a orientação dos tribunais são claras ao vedar até o terceiro grau, não temos nada a fazer, pois o que se veda não é a AMIZADE INTIMA, mas o grau de parentesco, então, sejamos justos, criticar é bom, mas com fundamento legal pra isso.
É impressionante o preconceito contra os nordestinos, o cara é deputado e a mãe é prefeita de uma cidade, nada mais normal que ele intervir em favor de uma cidade que faz parte de sua base eleitoral, isso não é corrupção. Ele mora em Campina Grande e tem que pedir por essa cidade mesmo, vale lembrar que as verbas destinadas ao município são administradas pela prefeitura e são todas destinadas a área de saúde que tem como secretária municipal a Dra Tatiana que é pré candidata a prefeita com o apoio do prefeito e, portanto, adversária da irmã do ministro. Nesse caso ele está colocando emenda que prejudica a irmã dele, mas favorece a população da cidade que nada tem a ver com as desavenças políticas. Lamento muito que um jornal do nordeste dê destaque a esse tipo de preconceito contra o nordeste. Quando foi com Fernando Bezerra disseram logo que era preconceito, mas quando é contra um paraibano fazem a mesma coisa que os jornais do Sul fazem, lamentável.
