
Um pacote turístico da CVC para uma viagem a bordo de um cruzeiro por Natal, Fortaleza e Fernando de Noronha não acabou como o esperado para um grupo de cerca de 600 turistas. No último sábado (19), eles não conseguiram atracar no arquipélago, pois o píer foi destruído dois dias antes (17), devido a um fenômeno chamado swell, que consiste em ondas com grandes velocidade e tamanho.
A força do mar acabou danificando o píer do Porto de Santo Antônio. O grupo saiu no último dia 15 do Recife mas não conseguiu completar a viagem até o arquipélago. Ao invés disso, tiveram que ir a João Pessoa.
De acordo com um dos turistas, Clailton Baracho, 31 anos, o grupo chegou a Noronha no último sábado (19) pela manhã, mas não pode descer do cruzeiro e só foi avisado do impedimento na tarde daquele dia.
Ele constesta o fato de só ter sido avisado de que o píer estava danificado no dia em que chegaram à ilha."A atitude correta seria ter nos avisado na quinta-feira. Ou eles nos levavam de volta para o Recife ou fretavam um jato para levar todo o mundo para Noronha", diz ele que viajou com a mulher e o filho e gastou, em média, R$ 5 mil. "Queremos o reembolso do que a gente pagou", completa.
Clailton ficou revoltado com o fato de, além de ter perdido a visita a Noronha, recebeu, no último domingo (20) uma ficha de avaliação do arquipélago.
Ele e mais 23 pessoas chegaram a procurar a Delegacia do Turista de João Pessoa, mas o delegado orientou que eles fizessem a queixa nas unidades policiais dos Estados de origem.
Em nota, a assessoria de imprensa da CVC informou que, conforme consta no contrato de prestação de serviços, em locais em que não existe porto de atracação, como é o caso de Fernando de Noronha, os desembarques e/ou embarques estão sujeitos às condições marítimas e climáticas, podendo ser suspensos caso representem risco à integridade física dos passageiros. Ressalta também que tão logo soube da impossibilidade de atracar no arquipélago acionou a equipe de turismo da empresa para que os passageiros fossem atendidos em João Pessoa.
A empresa reiterou que sua política é de sempre propiciar serviços de alta qualidade e que em situações adversas como essas, decorrentes de mudanças climáticas, segue a risca as orientações do comandante, autoridade máxima do navio, para resguardar a segurança dos passageiros.
O grupo desembarcou no Recife na manhã desta segunda-feira (21).
Confira a nota da CVC na íntegra:
Dentro de sua política de sempre propiciar serviços de alta qualidade e adotar uma postura de transparência na relação com seus clientes, a CVC, fretadora da embarcação, esclarece que, em situações adversas como a enfrentada em Fernando de Noronha, decorrente de problemas de mudança climática, segue à risca as orientações do Comandante, autoridade máxima do navio, para resguardar a segurança dos passageiros frente a perigos em alto mar.
Nos locais onde não existe porto de atracação, como é o caso de Fernando de Noronha, os desembarques e/ou embarques estão sujeitos às condições marítimas e climáticas, podendo ser suspensos caso representem risco à integridade física dos passageiros. Essa informação consta no contrato de prestação de serviços, no qual o passageiro toma conhecimento e o assina no ato da compra do cruzeiro marítimo.
Tão logo soube da impossibilidade de atracar em Fernando de Noronha, por conta do fenômeno "swell" que atingira a ilha, conforme fora noticiado por alguns veículos no dia 18/12, data em que o navio estava em navegação em alto mar, o Comandante do Navio informou prontamente os passageiros e acionou a equipe de turismo receptivo da CVC em João Pessoa para que organizasse a operação de atendimento aos passageiros nessa localidade.
Todos os demais cruzeiros da Orient Queen atracaram normalmente em Fernando de Noronha, desde quando ele chegou ao Brasil, em 21 de novembro. Esse foi o primeiro cruzeiro desta temporada que não conseguiu atracar por conta de efeitos meteorológicos.
Pelo visto o responsável pelas afirmações citadas acima anda desinformado quanto à realidade do desembarque em Fernando de Noronha. No dia 12 e 13/12/2009 o navio tb enfrentou problemas, o @#$% impediu o desembarque de inúmeras pessoas, inclusive eu e meus acompanhantes, gerando imensa frustração. Cabe ressaltar @#$% após suspender o desembarque alegando más condições marítimas, o comandante autorizou o embarque dos @#$% haviam conseguido sair do navio, sendo @#$% entre os mesmos havia grande número de idosos e crianças, e o embarque foi extremamente precário, demorado e arriscado.O risco do embarque em más condições não seria semelhante ao do desembarque? Ocorre @#$% se o mesmo fosse suspenso a operadora teria @#$% se responsabilizar pelos custos com os passageiros em terra... Fomos informadas por membros da tripulação @#$% é comum ocorrer problemas como esse em Noronha. A CVC não estaria agindo de má fé ao disponibilizar esse roteiro, já @#$% o mesmo gera transtorno, revolta e frustração em centenas de pessoas? Impossível considerar @#$% no dia 12/12/2009 o desembarque ocorreu normalmente! A informação pode ser comprovada mediante gravação.
CONCORDO COM O CONTRATO DA EMPRESA, MAS EXISTE A CONTINUAÇÃO DESTA CLAÚSULA ONDE DIZ @#$% O PASSAGEIRO DEVE SER COMUNICADO ANTES DA EMBARCAÇÃO PARA @#$% ELE POSSA DECIDIR SE QUER O REEBOLSO INTEGRAL DOS VALORES PAGOS. EISSO NÃO ACONTECEU FOMOS AVISADOS NO SABADO DIA (19) A TARDE POR VOLTA DAS 15:15, E O FATO ACONTECEU DIA 17 (QUINTA-FEIRA)ONDE ESTAVAMOS EM FORTALEZA, SAIMOS POR VOLTA DAS 0:00 DO DIA 18. TEMPO SUFICIENTE PARA A DEVIDA INFORMAÇÃO AOS PASSAGEIROS.
