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Pernambuco - 18.04.14 - Atualizado às 20h14

Ataque Tubarão

Ataque de tubarão pode ter ocorrido por imprudência do surfista

Publicado em 29.06.2011, às 13h10

Do NE10

De acordo com informações do Instituto Oceanário de Pernambuco, a localidade da Praia do Pina, onde ocorreu o ataque de um tubarão a um jovem na manhã desta quarta-feira (29), é uma área onde a prática de surf e qualquer outro tipo de esporte náutico é proibida por decreto do governo estadual. Segundo o presidente do Instituto, Alexandre Carvalho, a área de probição desse tipo de prática no litoral pernambucano compreende o trecho que vai desde a praia de Zé Pequeno, no Bairro Novo, em Olinda, até a praia do Paiva.O que inclui totalmente a praia do Pina.

Alexandre informou ainda que esse período do ano, por ser inverno, é considerado de maior risco. "Há uma maior quantidade de chuvas, baixa salinidade do mar e as águas ficam mais turvas, o que dificulta a visibilidade dos tubarões", explica. Ele informou ainda que toda a área de proibição possui sinalização e se o banhista insiste em entrar no mar ele deve estar assumindo o risco.

» Leia reportagem especial realizada em 2006 "Tubarão - Pernambuco em alerta"

As equipes de reportagem da TV Jornal e do Jornal do Commercio estiveram no local do acidente e constataram que não havia nenhuma placa indicando a proibição de esportes náuticos no ponto em que o surfista foi atingido. Sobre isso, Alexandre Carvalho justifica que a orla pernambucana é a mais bem sinalizada do mundo, contando com mais de 60 placas no trecho de risco, que compreende cerca de 30 km de extensão. Ele confirma que há uma sinalização a cerca de 200m ao sul do local do acidente, em frente ao Cabanga Iate Club, próximo ao terminal de ônibus da linha circular. "A distribuição das placas de sinalização não é linear, ela varia de acordo com o agravamento do risco de cada área, mas toda a orla está sinalizada e nós também realizamos campanhas de orientação duas vezes por mês nesses locais. A população está ciente do risco". Justifica Alexandre.

Confira as localidades do litoral pernambucano onde ocorreram os ataques registrados pelo Instituto Oceanário:

Um amigo do garoto atingido, o estudante Jeferson Alves da Silva, de 21 anos, informou que eles já praticam surf no local há cerca de 3 anos e que há sete ele já via grande movimentação de outros surfistas nesse trecho da praia, mas nunca soube de nenhum caso de ataques de tubarão lá e por isso não sentia medo. Ele contou que já chegou até mesmo a ver a ação de bombeiros realizando o trabalho de conscientização sobre o risco, mas mesmo assim eles continuavam frequentando o local. A mãe do garoto, Maria da Conceição de Lima, contou que também alertava o filho sobre os riscos de praticar surf nessa área.

Nas redes sociais o caso também repercutiu negativamente. A maioria dos internautas confirma que a Praia do Pina é conhecida por todos como uma área de risco e eles afirmam já ter visto as placas de sinalização no local.

Confira abaixo a repercussão desse caso nas redes sociais:

@NE10urgente Tem que punir exemplarmente, que burla a proibição de surfar em área proibida cm placa indicativa! Este caso podia ser evitadoless than a minute ago via Twitter for Android Favorite Retweet Reply


@NE10urgente Uma mistura de teimosia e ignorância dos surfistas frequentar local proibido,ainda mais em época de chuva,com o mar turvo.less than a minute ago via web Favorite Retweet Reply


@NE10urgente pessoal são muitos teimosos ver a placa de indentificação proibido sufar e aindam entra no marless than a minute ago via web Favorite Retweet Reply

ATAQUE - O jovem Marlisson Danilo Lima de França, de 21 anos, estava surfando com um grupo de cerca de oito garotos no trecho da praia do Pina popularmente conhecido como "Buraco da Velha", lozalizado próximo ao bairro de Brasília Teimosa, por volta das 10h30 desta quarta. Ele foi morido por um tubarão na altura da perna direita e foi socorrido para o Hospital da Restauração, onde foi submetido a cirurgia. O acidente desta quarta-feira foi 54º registrado no estado desde 1992. O último caso havia ocorrido em 7 de setembro de 2009, na praia de Piedade, quando o garoto Geovane Tiago Barbosa de Freitas, de 15 anos foi mordido na altura das nádegas, tronco e pernas e não resistiu aos ferimentos.

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