
Preso no último sábado em Petrolina, Sertão de Pernambuco, Dyllian Muniz de Queiroz, de 36 anos, encomendou a morte de pelo menos três detentos da Penitenciária Padrão Raymundo Asfora, na Paraíba. Segundo divulgou nesta terça-feira (10) a Polícia Civil paraibana, o suspeito tem uma extensa ficha criminal, que inclui também assaltos a bancos em pelo menos 15 estados brasileiros.
Conhecido como "Monstro", o acusado é natural de Campina Grande e, segundo a polícia, atuava em 15 diferentes estados brasileiros. No município de Petrolina, onde morava atualmente, Dyllian se passava por um bem sucedido empresário.
Em depoimento na Central de Polícia de Campina Grande, confessou ter assaltado, junto com outros comparsas, a Lotérica do Shopping Boullevard e a agência do Unicred, em Campina Grande, e também o Banco do Brasil de Aroeiras. Ele assumiu também os disparos contra uma viatura da Polícia Civil, quando um policial saiu ferido, e a prática de pelo menos 20 assaltos a instituições de crédito. Ele já foi preso pelo menos seis vezes, cumpriu pena de dez anos e é condenado a quase 40 anos.
Dentre as evidências coletadas pela polícia que resultaram na prisão do acusado, havia uma nota promissória onde o acusado teria escrito um bilhete ordenando o assassinato de três homens. O recado dizia que os três eram “cabuetas” (ou traidores), e pediam urgência na "encomenda". “Faça isso sem falta. É muito importante”, está escrito no papel.
Na casa de Dyllian, os agentes encontraram uma farda camuflada, que seria usada em um próximo crime planejado pelo bandido. Segundo a polícia, ele queimava carros nas fugas, deixava grampos para furar os pneus dos carros da polícia e usava reféns como escudo humano.
A polícia mapeou dezenas de criminosos que seriam coordenados pelo suspeito tanto na Paraíba quanto em Pernambuco. Segundo as investigações, que se estenderam por mais de quatro meses, Dyllian é considerado um dos maiores assaltantes do Nordeste e teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.
HISTÓRICO CRIMINAL - Consta na ficha de Dyllian Muniz de Queiroz, somente em 2001, um processo por assalto a um posto de atendimento do antigo Paraiban, em João Pessoa e outro por tráfico de drogas e formação de quadrilhas e assalto em Campina Grande. Em 2002, ele foi preso na BR-230 transportando armas e munições. No ano de 2003, capturado pela prática de crime de estelionato, em Alagoas, e assalto e formação de quadrilha em Cabedelo, na Paraíba. Responde ainda por tráfico de drogas em Goiás e pelo sequestro de um oficial da Polícia Militar, quando invadiu o quartel de Salgueiro (PE), de onde roubou 58 armas, incluindo fuzis, pistolas e metralhadoras.
Capturado e condenado a mais de 40 anos de prisão, fugiu do Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, o PB1, em 2009. Foi reconduzido ao local, onde ficará à disposição da Justiça.
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