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Pernambuco - 21.05.12 - Atualizado às 15h08

Nordeste // pólvora na mão

Delegado envolvido no caso Marcelinho Paraíba é indiciado em Campina Grande

Publicado em 06.02.2012, às 18h42


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Irmão da suposta vítima foi indiciado por efetuar disparos de arma de fogo na festa
Foto: www.destakpb.com.br

Vanessa Silva Do NE10/ Paraíba

O delegado Rodrigo Pinheiro, acusado de ter efetuado disparos de arma de fogo na festa do jogador Marcelinho Paraíba, foi indiciado nesta segunda-feira (6) após ser submetido a interrogatório na 7ª Delegacia Distrital do bairro da Catingueira, em Campina Grande. Pinheiro é irmão da advogada que acusa o jogador do Sport de tê-la beijado a força em uma comemoração promovida na chácara do atleta, quando o time subiu à Série A do Campeonato Brasileiro.

A informação foi confirmada pelo delegado Francisco de Assis, responsável pelo inquérito de Pinheiro. O delegado continua negando ter atirado durante a confusão na festa, mas segundo Francisco de Assis, o procedimento agora é encaminhar o caso ao judiciário, onde Rodrigo Pinheiro poderá se defender e recorrer em várias estâncias.

"Concluímos o procedimento com a ouvida dele, em interrogatório, e o caso será conduzido de agora em diante pela Justiça", disse Assis. Rodrigo Pinheiro estava afastado de suas atividades desde o ocorrido. Ele retornou ao serviço nesta segunda, como delegado titular da Delegacia de Sapé. O laudo do exame feito pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) confirmou que haviam resquícios de chumbo na mão esquerda do delegado.

O CASO - Segundo a versão da advogada Rosália de Abreu, irmã do delegado Rodrigo Pinheiro, o jogador Marcelinho Paraíba forçou um beijo e a agrediu puxando seus cabelos em uma festa realizada na casa do jogador, em novembro de 2011. Marcelinho chegou a ser preso, na madrugada de 30 de novembro de 2011, sob a acusação de tentativa de estupro, desacato à autoridade e resistência à prisão.

Os advogados do jogador confirmam a tentativa de beijo, mas alegam que o atleta não passou disto. Já o irmão da vítima, segundo a defesa de Marcelinho, teria chamado a polícia e formulado a acusação. Segundo Pinheiro, o atleta teria puxado o cabelo da mulher e ainda a mordido. O irmão disse ainda que ele tentou estuprá-la.

Quando a Polícia chegou ao local, segundo Marcelinho, o delegado teria efetuado alguns disparos. Pinheiro nega, mas um exame de residuograma encontrou pólvora na mão esquerda do policial.

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