
Atualizada às 10h45
Por volta das 6h desta segunda-feira (6), aproximadamente 600 homens do Exército Brasileiro e da Força Nacional cercaram a Assembleia Legislativa da Bahia, que está ocupada desde a última terça-feira (31) por policiais militares que entraram em greve. A operação, que conta ainda com a presença de companhias especiais da PM baiana, foi motivada por uma solicitação do presidente da Assembleia, Marcelo Nilo.
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Os objetivos das Forças Armadas são isolar a área para permitir o livre acesso da população ao centro administrativo da Bahia; cumprir mandados de prisão de policiais grevistas; e negociar para que haja a desocupação do espaço.
Helicópteros sobrevoam a região durante as atividades, que mais parecem uma operação de guerra. Tanques do Exército percorrem o local desde às 9h (horário de Brasília).
Familiares e outros grevistas estão fora do cerco montado pelo Exército. Eles tentaram furar o bloqueio, mas foram reprimidos com tiros de bala de borracha e spray de pimenta. Alguns foram feridos na barriga, nos pés e nos braços. A reportagem do NE10/Bahia chegou a ser atingida por spray de pimenta durante o confronto.
Centenas de policiais continuam dentro da Assembleia. Entre eles, Marco Prisco, presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), que deu início ao movimento grevista.
Essas mulheres grávidas e crianças foram sequestradas pelo poder público ou foram levadas pelos próprios policiais?? Independentemente de serem justas ou não suas reivindicações, trata-se de uma covardia sem tamanho, o envolvimento dos próprios familiares, tornando-os reféns de um movimento ilegal.
Por que a PMPE nao aproveita a oportunidade para declarar greve nesse momento? Essa é a melhor oportunidade, uma vez que o Estado nao possui condicoes de atender a dois movimentos ao mesmo tempo. Pensem nisso!!!
