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Nordeste // educação

Professores baianos não veem problema em livro sobre linguística do MEC

Publicado em 19.05.2011, às 08h54

Educadores baianos não veem polêmica no volume “Por uma vida melhor”, da coleção Viver aprender, adotado pelo MEC (Ministério da Educação), que mostra variedade linguística popular, onde se pode dizer “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”.  Em um outro exemplo, os autores mostram também a frase “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”. As informações são do jornal Tribuna da Bahia.

Para os educadores Nelson Pretto, da Faculdade de Educação da Ufba; Rui Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da  Bahia (APLB); e Nildo Pitombo, assessor especial da Secretaria de Educação do Estado, o objetivo principal da obra é mostrar a variedade linguística e que há estudantes que não dominam a norma padrão da língua, mas estes não devem ser ridicularizados e nem agredidos por não saber falar, cabendo ao professor mostrar a forma correta.

Uma das autoras do livro, Heloísa Ramos, disse à Folha de São Paulo que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que “cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio”.

Pitombo explica que “o livro foi construído, dirigido para quem não domina a variedade linguística da norma padrão. Estes falantes não podem ser ridicularizados e nem agredidos por não saber falar. Qualquer instituição não pode fazer nenhuma diminuição do aluno que não segue o padrão”.

O assessor lembrou ainda que “uma nação tem uma língua oficial, a qual nós todos dominamos, mas tem os que não dominam a norma padrão. A Secretaria de educação não pode dizer que variedade linguística não-padrão pode ser menosprezada porque tecnicamente tem que se reconhecer e o nosso papel é fazer que o aluno venha no futuro ser falante da norma padrão”, concluiu.

Pretto - que por duas vezes já foi diretor da Faculdade de Educação da Ufba e lançou o livro “Escritos sobre educação, comunicação e cultura” em 2008 - lamenta que essa questão esteja sendo polemizada, pois está sendo tratado por outro caminho e os que criticam só mostram esta parte do livro. Para o educador, não há erro nenhum em mostrar esta diversidade do linguajar: “o problema está no professor que trabalha com a educação, porque o que ele lê tem que ser lido de forma crítica”.

Embora aponte que existam "duas concepções da visão da linguística - tradicional e da não tradicional”, o professor Rui Oliveira, da APLB, afirma que “do ponto de vista da rede de estrutura. concordo que deve permanecer a forma de grafia do método tradicional”, resume. No entanto, acrescentou que “quando passo uma atividade, sou professor de química, vou avaliar o entendimento do aluno e não a forma da escrita”.

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De: JOSENALDO- 19/05/2011 14:32

Particularmente, já estou cansado desse apego à ?Norma Culta?, que nos faz eternos escravos da gramática. Já está na hora de haver uma maior flexibilidade nesse emaranhado de regras que permeiam a língua portuguesa. A propósito, já havia me manifestado de forma sintetizada sobre esse assunto no meu blog: (www.blog-do-naldo.blogspot.com). E viva o coloquial! P.S. O ?Último Segundo?, do IG, não postou meu comentário sobre esse tema. Espero que isso não aconteça aqui. Só faltava essa, a própria imprensa fazendo uso da censura!!!!

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