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IBGE: com taxa de fecundidade baixa, Brasil tende a ser tornar país de idosos

Publicado em 17.10.2012, às 10h56


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O Brasil tende a ser tornar um país de idosos
Foto: Internet

Dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira (17) pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a taxa de fecundidade no país (número de filhos por mulher), de 1,9 filho, está abaixo da taxa de reposição da população – de 2,1 filhos por brasileira. Têm mais filhos mulheres do Norte e Nordeste, além de pretas e pardas, pobres e menos instruídas.

O dado consolida a trajetória de queda da fecundidade, a partir da década de 1970 e influencia o perfil etário da população: o Brasil tende a ser tornar um país de idosos. O número de filhos por mulher chegou a 6,28 em 1960, antes de cair para 2,38, em 2000. Atualmente, com 193 milhões de pessoas, o Brasil é um país jovem, cuja população cresceu 1,7% na última década.

O número de filhos na área rural influenciou a menor diminuição da taxa de fecundidade. Embora tenha diminuído de 3,4 filhos para 2,6, entre 2000 e 2010, é maior do que o verificado nas áreas urbanas (de 2,18 para 1,7). Por isso, a taxa final difere da divulgada recentemente pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 1,7 filho, que não ouve mães camponesas.

A queda no número de filhos por mulher se deu de forma diferente nas regiões do país. Foi influenciada por práticas contraceptivas, entre as quais, a esterilização feminina, com forte impacto na redução de filhos no Norte e Nordeste, ressalta o IBGE. Mesmo assim, em 2010, o Norte é a única região com taxa de fecundidade acima da de reposição.

Outro fator que influenciou a queda foi a diminuição do número de filhos entre as mulheres mais jovens nas faixas de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos, que vivem em área urbana. Elas contribuem com maior peso no cálculo da taxa, assim como as mulheres pretas e pardas, que têm, em média 2,1 filhos por mulher. Entre as brancas, que têm filhos entre 25 e 29 anos, o índice fica em 1,6.

A diminuição da fecundidade também está relacionada à renda e ao nível educacional. Entre as menos escolarizadas, o número de filhos chega a três, enquanto fica em um, no caso das mais instruídas. Atualmente, 66% das mulheres em idade fértil no país têm ensino fundamental completo.

Fonte: Agência Brasil

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De: Fabio- 17/10/2012 16:39

O problema maior é ver como tratamos os "poucos" idosos de hoje. Se para pessoas adultas, pegar um onibus é como fazer uma rapida visita ao inferno, imagina quando a população se tornar mais velha, onde teremos problemas para transitar nas ruas (as calçadas do Recife parecem querer derrubar as pessoas), problemas de transporte publico (as pessoas sentam e ficar na maior cara de pau ao ver um idoso entrar no onibus), tratamento preferencial, e etc. Fora toda a falta de respeito que ja é normal por parte das pessoas. Ah, e como se nao bastasse, nao vemos o poder publico fazendo nada HOJE para que o AMANHA seja um pouco melhor.

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