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Pernambuco - 24.04.14 - Atualizado às 05h20

Internacional // acidente

Identificação de vítimas é difícil após acidente provocado por caminhão brasileiro na Argentina

Publicado em 09.02.2014, às 19h14


Peritos trabalhavam neste domingo (9) na identificação das vítimas do acidente rodoviário ocorrido na última sexta-feira (7) em Mendoza, Argentina, quando um caminhão brasileiro bateu de frente em um ônibus, deixando 19 mortos, três deles alemães.

A maioria das vítimas morreu carbonizada, e vários corpos desmembrados foram encontrados.

O Corpo Médico Forense de Mendoza realiza testes de DNA a partir de amostras de sangue de parentes das vítimas, mas estima-se que os resultados poderão demorar cinco dias.

O acidente aconteceu quando um ônibus de passageiros foi atingido de frente pelo caminhão, carregado de alho, que circulava na contramão por uma rodovia, em alta velocidade.

POUCOS DADOS - Dezenove pessoas morreram e 14 ficaram feridas, segundo o ministro da Saúde de Mendoza, Matías Roby, embora a lista oficial da promotoria dê conta de 17 mortos.

Segundo Roby, entre os mortos há três alemães, e um outro, em estado grave, está internado no Hospital Central de Mendoza.

Até o momento, foi identificado apenas o corpo de José Nievas, motorista do ônibus acidentado, da empresa Plusultra Mercosur, que havia partido de Córdoba com destino a Mendoza.

"Temos uma lista de 28 passageiros que viajavam no ônibus, mas assim como nove desceram em San Martín, outros desceram em La Paz, Villa Mercedes e San Luis, e algum passageiro pode ter embarcado em uma parada intermediária, sem estar registrado", explicou o delegado Juan Carlos Caleri, diretor geral da polícia de Mendoza.

'O CHOQUE NOS ARRANCOU DO ASSENTO' - Quando ocorreu o choque frontal com o ônibus, o caminhão, de placa brasileira, era seguido pela polícia, que tentava pará-lo, após ser alertada por outros motoristas.

Com o impacto, os dois veículos se incendiaram, e os sobreviventes escaparam pelas janelas.

"Conversava com minha mulher, o choque nos arrancou do assento e a fumaça tomou conta. Quebramos o vidro e nos jogamos", contou Edgardo Silva, que viajava no último assento do ônibus, de dois andares.

A promotoria confirmou que o caminhão havia fugido de um controle alfandegário antes do acidente.

O serviço de emergência 911 recebeu alertas sobre a suposta embriaguez do motorista, após um incidente com um motorista antes de o caminhão acessar a rodovia em que ocorreu a tragédia.

O promotor Martín Scattareggi disse que o estado do corpo do caminhoneiro impede a perícia necessária para determinar se o mesmo estava embriagado.

Em declarações à AFP, Sadi Guidini, responsável pela logística da empresa ACM Transporte, de Realeza, Paraná, à qual pertencia o caminhão, disse suspeitar de que o motorista, identificado como Genésio Mariano, 35, tenha sido assaltado, e garantiu que o mesmo tinha experiência e responsabilidade.

Fonte: AFP

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