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Internacional // CRISE

Estudantes espanhóis convocam greve de três dias contra cortes do governo na educação

Publicado em 17.10.2012, às 14h41


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Jovens se reuniram no pátio de um dos campus da Universidade de Valladolid, em Segovia
Fotos: Ismaela Silva/ Especial para o NE10

Ismaela Silva Especial para o NE10

Desde a última terça-feira (16) os estudantes de toda a Espanha vivem dias intensos de protestos e manifestações contra os cortes orçamentários do governo de Mariano Rajoy na área da educação. O Sindicato dos Estudantes (SE), apoiado pela pela Confederação Espanhola de Associações de Pais e Mães de Alunos (Ceapa), convocou o que eles chamam de “uma das maiores greves estudantis da história da Espanha”, que segue até esta quinta-feira (18). Demissão de professores, aumento das taxas de matrículas nas universidades, cortes de bolsas de estudos e falta de materiais são algumas das principais queixas de alunos e educadores.

Em todas as cidades espanholas centenas de estudantes estão deixando as salas de aula para colar cartazes e distribuir panfletos que trazem os dados de quanto já foi cortado na educação do país nos últimos meses, se reúnem em protestos e assembleias nas universidades ou saem em piquetes pelas ruas. O valor do corte em educação anunciado pelo governo foi de três bilhões de euros e somente na Universidade de Valladolid, uma das universidades públicas mais antigas da Espanha, já foram demitidos 538 dos 651 professores que havia no curso passado.

“Nos pedem muita qualificação e uma boa formação para entrar no mercado de trabalho, mas não estão nos dando nada do que precisamos. O que estamos fazendo não é uma manifestação revolucionária, apenas queremos nossos direitos: queremos uma educação pública que seja gratuita e com profesores qualificados”, gritava um estudante em um microfone, durante protesto realizado nesta quarta-feira (17), no pátio de um dos campus da Universidade de Valladolid, na cidade de Segovia.





Em Segovia, cidade localizada na comunidade autônoma de Castilla y León, a 170 km de Madrid, uma das cidades que aderiu fortemente ao movimento estudantil, além dos aumentos nas taxas, demissão de professores e falta de materias, os estudantes protestam também contra a situação do novo campus da Universidade de Valladolid na cidade. O prédio deveria ter sido entregue desde 2001, mas só foi inaugurado em setembro deste ano e com apenas metade da obra concluída. Faltam salas para os estudantes e as turmas maiores estão tendo que se dividir e assistir as aulas em horários diferentes, para caberem nas salas.





REPERCUSSÃO - Para o professor da Escola de Magistério, Luis Torrego, a retirada de investimentos do ensino público está favorecendo o surgimento de um processo ideológico no país que pretende destruir o público e favorecer o privado. “O lema que parece que querem nos impor é o de que quem quer educação, que pague por ela”.

Há correntes de críticos à atual situação da educação española que acreditam que os cortes estejam sendo feitos devido à crise econômica que vive a Espanha, a fim de superar a dívida do país, mas há outros que acreditam que se trata da política de governo do presidente Mariano Rajoy, através do ministro da educação espanhola, José Ignacio Wert, que teria a intenção de promover a educação privada em detrimento da pública.

Ao longo desta quinta-feira (18), novos protestos serão realizados em toda a  Espanha e devem contar com a participação não apenas nos estudantes, que pretender ir às ruas, mas também com uma presença massiva de pais de alunos, através do apoio da Ceapa.

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