
ATUALIZADA ÀS 10H40
Sobre as negociações com os policiais civis pernambucanos em greve desde o início desta segunda-feira (23), o governador Eduardo Campos disse que "não há possibilidade de incremento em folha de pagamento". A declaração foi dada em entrevista à Rádio Jornal, durante a assinatura da ordem de serviço para a reforma do Hospital Barão de Lucena, na Zona Oeste do Recife, na manhã desta segunda.
Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 65%, adicional noturno, horas-extras, vale-refeição e melhorias de locais de trabalho e equipamentos de segurança, como coletes à prova de bala, entre outras medidas. Eles pedem que o salário seja o segundo melhor do País e primeiro lugar no Nordeste, passando o inicial de Sergipe, que é de R$ 4150.
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"Nós já fizemos um acordo com essa categoria e vamos cumprir", afirmou o governador. O acordo, segundo a secretaria estadual de Administração (SAD), foi fechado em 2011 com reajustes até 2014, prevendo aumento de 8,4% este ano; 8,14% em 2013; e, por último, 14,55%. Segundo Eduardo Campos, a Procuradoria Geral do Estado entrará na Justiça para pedir a paralisação da greve, considerada ilegal.
A SAD só irá se posicionar sobre a paralisação e as próximas reuniões com os grevistas no final do dia, quando a Secretaria de Defesa Social (SDS) terá feito um balanço sobre o andamento da mobilização e a estimativa de quantos policiais realmente cruzaram os braços.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Políciais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), estão mantidos 30% dos serviços considerados "essenciais e inadiáveis". Ainda são feitos registros de flagrantes nas delegacias de plantão (Casa Amarela, Santo Amaro, Várzea, Cordeiro, Boa Viagem, Paulista, Prazeres e Casa Caiada), perícias em locais de crimes e trabalhos do Instituto de Medicina Legal (IML).
Em resposta ao infeliz comentário do sujeito que se diz Cidadão, o trabalho da Polícia Civil não é ostensivo, se é que você sabe o que isso significa. A PC é o elo entre o que acontece nas ruas (crimes) e o Judiciário. Somos nós quem investigamos e mandamos o procedimento para a Justiça. E vamos às ruas sim, apesar de não ser o nosso principal trabalho. Se acha que não fazemos falta, quando for "prestar uma queixa", vá num batalhão, num quartel ou num circo e cobre o andamento.
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