
Apresentações circenses tomaram conta do Cais José Estelita, no Centro do Recife, na manhã deste domingo (15), no protesto organizado nas redes sociais intitulado #Ocupe Estelita. O objetivo é discutir o modelo de urbanização atual da capital pernambucana.
Os manifestantes questionam, sobretudo, o Projeto Novo Recife, que deve construir no cais 12 prédios de 20 a 40 pavimentos, num trecho de 1,3 quilômetros de extensão. 8 edifícios são residenciais e 4 comerciais.
De acordo com Leonardo Cisneiro, um dos integrantes do grupo Direitos Urbanos, que organiza o protesto, eles não são contra o desenvolvimento, mas acham que é preciso discutir melhor o projeto. "Queremos propor o melhor uso do local. Esse espaço não pode ser usado de qualquer maneira", afirmou. Entre as principais discussões, estão os impactos no trânsito da área com a implantação das torres.
Muitos manifestantes levaram crianças para o protesto, que ainda contou com show da cantora Catarina Dee Jah. O trânsito não ficou complicado no local. As duas faixas do Cais José Estelita estavam livres.
Foto: Paulo Floro/NE10
O grupo está colhendo assinaturas (que começaram nas redes sociais) para um abaixo-assinado que será entregue a órgãos como Fundape (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) e Ipham (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
O consórcio responsável pelo projeto, formado pela Moura Dubeux, Queiroz Galvão, Ara Empreendimentos e GL Empreendimentos, arrematou num leilão, em 2008, a área da antiga Rede Ferroviária Federal S/A, antiga dona do terreno, após o término do processo de liquidação e extinção da RFFSA. As construtoras divulgaram um comunicado à imprensa na tarde deste sábado. Confira na íntegra:
"O Consórcio Novo Recife, que reúne as empresas Ara Empreendimentos, GL Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia e Queiroz Galvão, tendo em vista a realização, no próximo domingo (15), do “Ocupe Estelita”, no Cais José Estelita, vem esclarecer os seguintes pontos:
1º) As empresas do projeto Novo Recife (Moura Dubeux, Queiroz Galvão e GL Empreendimentos) reiteram a preocupação do projeto com o urbanismo, a mobilidade e a revitalização de uma das áreas mais belas da cidade e que está há décadas entregue ao abandono;
2º) O consórcio Novo Recife lembra que o projeto de desenvolvimento imobiliário para a área passa pela avaliação de todas as instâncias competentes (Prefeitura do Recife, Fundarpe, Iphan);
3º) O projeto Novo Recife, que ainda está sob avaliação da Prefeitura do Recife, vai possibilitar ao morador da cidade a possibilidade de usufruir de áreas verdes, ciclovia e espaço cultural;
4º) O Consórcio Novo Recife ressalta que o projeto garante a preservação dos galpões da antiga Rede Ferroviária Federal, que ficam próximos ao viaduto das Cinco Pontas. No local, está previsto a implantação de um centro de convivência e de cultura;
5º) Além da preservação dos antigos galpões da Rede Ferroviária Federal, o Consórcio Novo Recife vai restaurar a Igreja Matriz de São José, localizada na Rua Imperial. A Igreja, que começou a ser construída em 1845 e levou 20 anos para ficar pronta, sofre com a degradação da sua estrutura. A reforma vai devolver à população da cidade um dos seus marcos históricos;
6º) As empresas do projeto Novo Recife reforçam o compromisso com o desenvolvimento urbanístico do Recife e com a preservação da sua história."
aquele trecho só estar servindo para abrigar bandidos traficantes quando aparece um projeto para melhorar a imagem do recife aparece um bando de desocupados desses metidos a intelecto tem que fazer construção ali sim o povo precisa é de moradia e não de praças
Mais uma vez estamos diante de uma abordagem equivocada, deveriamos nos unir para salvar as localidades abandonadas em nossa cidade, e não criticar projetos como este, que caso os respnsáveis assumissem a gestão urbanística da cidade não teriamos este caos instalado. Vamos protestar contra as praças, os viadutos, as ruas e tudo mais que ainda está ao abandono.
Então quer dizer que lazer e cultura não fazem parte do desenvolvimento???
Em meio à maior seca dos 40 anos, distribuição de cisternas de plástico sofre atrasos, críticas e denúncias de corrupção