
Atualizado às 14h12
Um grupo formado por dezenas de trabalhadores terceirizados da Rede Municipal de Ensino que prestam serviços de copa, merenda e limpeza pela empresa Transval continuou seus protestos reivindicando o pagamento de ticket alimentação, férias remuneradas e vale transporte nesta segunda-feira (6). Como prometido na última mobilização, que aconteceu no dia 30, desta vez, a manifestação parou o trânsito nas proximidades da Prefeitura do Recife.
Mas, neste bloqueio, não houve queima de pneus, como no dia 30, quando os manifestantes interditaram a Avenida Recife, que liga a Zona Oeste à Zona Sul, por cerca de duas horas.
Uma comissão de oito pessoas entrou no prédio da administração municipal para reunião com o secretário de governo Henrique Leite (PT) e duas técnicas da Secretaria de Educação municipal. O representante da prefeitura afirmou que a PCR realizou o pagamento, mas a Transval não repassou o dinheiro para os trabalhadores. Henrique também disse que a empresa já recebeu diversas notificações e inclusive responde a inquérito administrativo pela reincidência de irregularidades. A prefeitura fez uma licitação e foram escolhidas três empresas para substituirem o contrato com a Transval, pois segundo o secretário, é mais fácil de administrar.
No entanto, com o fim do contrato com a Transval, os manifestantes estão preocupados em manter os postos de trabalho. Por isso, se a contratação das novas empresas for confirmada, os trabalhadores farão uma reunião com as próprias prestadoras, o Ministério do Trabalho, o Ministério Público de Pernambuco e a Prefeitura do Recife para garantir a manutenção dos empregos. "Geralmente a nova empresa, dentro dos seus critérios, aproveita os empregados da outra prestadora. Então a massa de trabalhadores não vai sofrer. Se houver problemas vão ser particulares, de pessoas que não são capacitadas", informou Henrique Leite.
No final da manhã, os trabalhadores fizeram uma denúncia à Procuradoria do Trabalho para que o contrato com a Transval seja imediatamente desfeito. Eles pedem que haja o bloqueio da fatura que a Prefeitura ainda vai repassar à empresa, referente ao mês de janeiro, para que o pagamento seja feito diretamente para eles.
