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Pernambuco - 16.05.12 - Atualizado às 09h41

Grande Recife // protesto

Ação contra homofobia de alunos da Unicap reúne cerca de 200 pessoas

Publicado em 17.05.2011, às 13h23

Mariana Ferraz Do NE10
Além de espaço para depoimentos contra a homofobia, a organização do evento promoverá assuntos sobre o tema
Além de espaço para depoimentos contra a homofobia, a organização do evento promoverá assuntos sobre o tema
Foto: Mariana Ferraz / NE10

O ato contra a homofobia organizado pelo Diretório Acadêmico (DA) de Direito da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) reuniu, na manhã desta terça-feira (17), cerca de 200 pessoas no bloco G, entre alunos, professores e lideranças de movimentos LGBT. Uma grande bandeira colorida foi erguida do térreo ao terceiro andar do edifício e painéis estavam colados nas paredes, dando espaço aos que quisessem se manifestar.

No início, representantes do DA de Direito leram o nome de vítimas que morreram por conta da violência contra homossexuais, pedindo silêncio em respeito a eles. Então, o microfone ficou à disposição do público, que leu manifestos ou se expressou espontaneamente acerca do tema.

Por volta das 12h, o DA organizou um grande círculo e propôs uma corrente de afeto - cada um deveria expressar seu carinho à pessoa do lado direito da forma que lhe fosse confortável. Enquanto a maioria abraçou os colegas, alguns beijos tanto hetero como homossexuais animaram o público.

Flávia de Moura, estudante de psicologia da Unicap, usou o espaço para dividir sua experiência em um intercâmbio na Índia, país em que até pouco tempo a homossexualidade era combatida como um crime. Já Débora Guaraná, 24 anos, ex-aluna da universidade, revelou como o preconceito lhe atingiu quando ela manifestava em público sua afeição pela namorada. Os dois depoimentos foram seguidos por muitos aplausos e gritos de apoio.

Thiago Rocha Leandro, 22 anos, estudante do 10º período de Direito e membro do DA, acredita que a universidade ainda não dá abertura para esse tipo de discussão. "Inclusive, quando a gente tava passando nas salas para divulgar esse ato, muitos alunos deram risadinhas, brincavam", afirmou ele. Houve, inclusive, um caso em que o próprio professor proferiu comentários grosseiros sobre homoafetividade, que foram gravados por uma aluna e postado na internet.

Segundo o presidente do DA de Direito, Pedro Josephi, esse ato não busca punir especificamente esse professor, mas sim alertar a sociedade para as atitudes de si mesma. "Estar com essa bandeira estendida aqui é marcante", comemora, frisando o apoio dado pela Reitoria à ação - "é uma campanha a favor dos direitos humanos", continuou. E frisou: "essa é uma campanha que não vai parar neste ato".

Para Rafael de Araújo Costa, 19 anos, estudante de arquitetura da Unicap, o evento foi muito positivo. "A gente sabe que isso acontece", disse ele, referindo-se à homofobia. Ele é gay e acredita que já houve muitos avanços que garantiram mais dignidade aos homossexuais, mas ainda não é suficiente. "É preciso só mais um pouco de educação para que as pessoas possam respeitar. Cada um tem direito à sua liberdade de expressão, mas sem invadir o espaço do outro", declarou.

Rafaela Sá, 22 anos, aluna de Direito, é heterossexual e apóia a causa. Ela acredita que crimes homofóbicos devem ser punidos com severidade. "Do mesmo jeito que a lei prevê (punição) para furto, estupro, isso é uma agressão", contou. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da união estável entre homossexuais, segundo a estudante, "deveria ter sido reconhecida há muito tempo", mas essas vitórias impulsionam a causa: "A cada dia, vai conquistando mais respeito, mas ainda tem muito a andar", completou.

A partir das 14h, serão realizadas nas salas de aula do bloco G oficinas temáticas acerca da homofobia, como as leis em tramitação no Congresso e os atos violentos contra a comunidade LGBT. As atividades têm apoio da ONG Leões do Norte, Instituto Papai, Grupo Amotrans e Maria do Céu, da boate Metrópole.

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De: ApCristão- 18/05/2011 16:20

"Cada pessoa faz de sua vida o que bem desejar". Esta frase hodiernamente é politicamente correta, entretanto como cristãos temos o dever, perante JESUS CRISTO, de expor e fazer conhecida a estes jovens, alguns adultos e até mesmo idosos a SUA Santa Palavra. Pessoalmente esta questão dos homossexuais desejarem ser a NORMALIDADE é forçar os parâmetros naturais dos relacionamentos da vida humana. A NORMALIDADE é o relacionamento entre um Homem e uma Mulher. A opção homoafetiva não é a regra, como eles estão querendo, é uma exceção. Certamente estes jovens não usam como padrão de conduta a Bíblia, Palavra inspirada pelo Criador para orientar suas criaturas. Na Carta de Paulo aos Romanos 1 : 26-32 o nosso DEUS deixa bem claro o que ELE acha desta conduta que muita gente incauta e amplos setores da mídia acha NORMAL .? Por causa disso, os entregou DEUS a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,caluniadores, aborrecidos de DEUS, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.? Como cristãos afirmamos nosso amor pelos homossexuais e todos os outros pecadores entre os quais nos incluímos, no entanto não podemos nos calar diante da Palra Soberana de DEUS. Que DEUS abençoe este jovens com discernimento e sabedoria para pautarem as suas vidas pelos ditames do SENHOR.

De: absurdo- 18/05/2011 11:02

não tenho nada contra a opção sexual das pessoas, mas o que é ridículo é o espaço que a mídia de forma geral esta abrindo para esse assunto. Toda novela tem que ter que abordar esse assunto..., isso sem falar no sensacionalismo em divulgar o primeiro beijo gay da tv brasileira. e pior ainda é o governo com suas cartilhas sobre o assunto para crianças em escola.

De: Carlos- 18/05/2011 09:07

Um pai de família tem que dar uma criação doméstica sólida aos seus filhos, pois, inevitavelmente, eles vão ter que conviver nesse meio que se transformou as universidades. E olha que essa é católica, já imaginaram o resto?

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