
Prestes a completar dois anos da aquisição do terreno da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) no Cais José Estelita – foi em 2 de outubro de 2008 –, os grupos envolvidos no projeto, orçado agora em quase R$ 1 bilhão, aguardam a reta final da avaliação da Prefeitura do Recife para, se aprovado, lançarem os empreendimentos por módulos. No planejamento do complexo, dividido em cinco lotes, estão doze torres, das quais sete são residenciais, com moradias, cujo metro quadrado está estimado pelas empresas em R$ 4 mil. Como os imóveis terão entre 100 e 250 m², os apartamentos terão preço inicial entre R$ 400 mil e R$ 1 milhão.
“Em uma das pontas, no Cabanga, teremos um prédio comercial e um flat, com operação de hotel, no estilo do Beach Class (empreendimento da Moura Dubeux em Boa Viagem). Na outra ponta, próxima ao viaduto das Cinco Pontas, serão um empresarial tipo A, um flat e um hotel”, comenta o empresário Gustavo Dubeux, da construtora Moura Dubeux, uma das responsáveis pelo projeto. Junto com ela, estão a Queiroz Galvão e a GL Empreendimentos.
Como no Cais José Estelita não há limite para altura, as empresas estão adotando edificações de 30 andares, em média. Próximo ao viaduto, também há um projeto para o hotel abrigar um centro de convenções de médio porte, com cerca de 500 lugares. No térreo dos hotéis, serão implantados restaurantes de acesso público. O terreno de 101,7 mil hectares foi leiloado pela RFFSA e apenas o pool formado pelos três grupos empresariais apresentou proposta e levou o espaço por R$ 54 milhões.
As empresas precisam adequar o projeto viário e, nos próximos dias, devem levar à CTTU uma prova que não haverá impacto considerável para o trânsito com a pista recuada, uma espécie de via local de acesso aos prédios.
Como moradia, foram separados três lotes: dois deles com dois prédios cada um, e um, localizado no centro, com três torres. Comparado o que foi pensado inicialmente e o exigido pela Prefeitura, a adaptação mais forte para o entorno do empreendimento, batizado até agora de Bairro Novo Recife, estão os acessos viários entre a Avenida Sul e o Cais – hoje fechados pela área abandonada. Na proposta empresarial, a parte de trás continuaria isolada. Agora, a reformulação prevê ruas transversais entre as duas vias paralelas (Avenida Sul e o Cais José Estelita).
COMPENSAÇÃO - Depois de concluída a etapa da adequação da via recuada, a Prefeitura e as empresas detalharão as chamadas ações mitigatórias. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano, Amir Schvartz, é preciso fechar o conjunto de ações do empreendimento para saber o impacto para a população e, assim, definir as ações. “Existem algumas demandas na área que a gente pode listar”, comentou. Entre as ações certas está a recuperação da igreja de São José. Normalmente, as ações mitigatórias correspondem a um percentual do total investido. Esse custo depende do impacto. Pela lei municipal, 35% da área deve ser destinada a espaços públicos, como praças e parques. E isso também será incluído no projeto do Bairro Novo Recife.
A Cidade do Recife está morrendo, com as barreiras feitas em frente ao mar
Absurdo... Só posso dizer isso!! Trará problemas ainda maiores para o transito, sem falar na falta de ventilação que gerar no centro!!! Infelizmente o que vale mais são as cifras $$$$$$!!!
Gente, 12 torres? 30 andares? Onde vai parar a nossa cidade. A palavra está com o poder público.
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