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Recife - 24.04.14

Economia // DIREITO DO CONSUMIDOR

Loja Elektra é denunciada por constrangimento

Publicado em 29.07.2009, às 07h55

Leonardo Spinelli lspinelli@jc.com.br

“É cena de faroeste mexicano”. A definição é da delegada da Mustardinha, Genezil Coelho, depois de colher relatos de pelo menos cinco clientes da Rede Elektra – registrados em boletim de ocorrência – que tiveram a “ousadia” de atrasar por mais de três semanas o pagamento das prestações de eletrodomésticos financiados pelo Banco Azteca. As duas empresas fazem parte do grupo mexicano Salinas, que tem foco no público de baixa renda. Os relatos, muito parecidos e que impressionaram a delegada, dão conta de que entre os dias 16 e 20 de julho um grupo de três homens hispânicos e uma mulher, todos vestidos de preto, invadiram a casa dessas pessoas ameaçando, gritando, xingando e pedindo dinheiro ou o aparelho comprado, no intuito de intimidar e constranger.

“Fui avalista de minha filha, que comprou uma geladeira e um celular. Ela pagou por diversas semanas, mas em junho viajou e ficou sem poder pagar por quatro semanas, mas avisou à loja. Não adiantou, eles foram a minha casa, invadiram por volta das 19h do dia 17. Tocaram na porta e, quando meu filho de 15 anos atendeu, empurraram. Falavam coisas obscenas, queriam levar a minha geladeira, que tenho há oito anos. Eles gritavam em espanhol, mas um deles falava português e me chamava de vadia e ladra. Diziam que a polícia daqui não valia nada e fugiram quando meu telefone tocou. Eles me ameaçaram e estou com medo. Foi constrangedor”, relatou a cabeleireira Maria Helena Lins, que preferiu não posar para fotos. A Rede Azteca tem por prática financiar seus produtos em parcelas semanais.

“Minha esposa estava sozinha com meu filho que tem um tumor. Já chegaram empurrando e pedindo dinheiro. Pressionaram e ela, assustada, terminou assinando um papel que ela não sabe o que é. Atrasamos quatro semanas porque uns clientes meus atrasaram seus pagamentos e, naquele período, gastei muito com remédio para a criança. Quando cheguei em casa, peguei os aparelhos comprados e devolvi na loja. Não quero mais nada dessa marca, nem de graça”, relatou o gesseiro Renildo Morais, ao lado da esposa Ana Lúcia Silva. Eles compraram uma máquina de lavar, um computador e geladeira em 78 prestações semanais de R$ 49. “Tive minha casa invadida. Foi coisa de terrorista. Mas aqui temos polícia”, desabafou a dona de casa Maria Telma da Silva, que passou pela mesma situação às 18h do dia 17.

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De: um absurdo- 02/12/2009 23:49

É a mais pura verdade tudo o que essas pessoas estao falando nessa materia, pois eu ja trabalhei para o banco azteca entre jan/2008 a abr/2009, e por varias vezes fui obrigado a fazer cobrancas com outros chefes de credito e cobrancas, inclusive ja tive que fazer recolhimento de mercadorias em casas de clientes, sem falar nas maneiras em que eles tratam os funcionarios,com bastante humilhacao e abuso de poder.

De: é verdade- 29/07/2009 10:35

ISSO É VERDADE MESMO, ELES FAZEM SIM. EU CONFIRMO ISSO PORQUE A ESPOSA DE UM AMIGO TRABALHA LÁ E ELE MESMO FOI OBRIGADO A FAZER ISSO. ALEM DESSES HISPANICOS, TEM MOTOBOYS, FUNCIONARIOS DA LOJA E MUITO MAIS PARA FAZER AS COBRANÇAS. ELES AMEAÇAM INVADIR, TOMAR OS PERTECES. ELES FAZEM ASSIM, CHAMAM VARIOS MOTOBOYS DA EMPRESA E VAI UM OU OUTRO FUNCIONARIO E FICA DE TOCAIA, DEPOIS QUE O DEVEDOR CHEGA - ELES METEM BRONCA. FORA OS JUROS QUE É UM ABSURDO.

De: marconi- 29/07/2009 09:16

É preciso, que este fato seja comunicado a policia federal e não a policia civil, pois o constrangimento, foi cometido por pessoas supostamente estrangeiras sugiro as familias que foram constrangidas procurarem advogados e ingresarem com ações pedindo indenizações pela pratica do ato e responsabilizar a loja.

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