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Pernambuco - 16.05.12 - Atualizado às 08h46

Ciência & vida // artificial

Obama pede estudo ético das implicações da célula sintética

Publicado em 21.05.2010, às 09h17

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu um estudo à comissão de bioética da Casa Branca nesta quinta-feira sobre as implicações da criação da primeira célula sintética.

As conclusões deverão ser entregues a Obama nos próximos seis meses. O presidente afirmou que a criação da célula artificial levantada "verdadeiras preocupações", porém não especificou quais são elas, segundo informações do jornal norte-americano "The New York Times".

Nesta quinta-feira, cientistas anunciaram a criação da primeira célula controlada por um genoma sintético.

Os especialistas do J. Craig Venter Institute, com sede nos Estados de Maryland e Califórnia, dizem esperar que a técnica possa criar bactérias programadas para resolver problemas ambientais e energéticos, entre outros fins.

O estudo, publicado nesta quinta na edição online da revista científica "Science", representa para alguns especialistas, o início de uma nova era na biologia sintética e, possivelmente, na biotecnologia.

A equipe de pesquisadores, liderada por Craig Venter, já havia conseguido sintetizar quimicamente o genoma de uma bactéria. Eles também haviam feito um transplante de genoma de uma bactéria para outra.

Agora, os especialistas juntaram as duas técnicas para criar o que chamaram de "célula sintética", embora apenas o genoma da célula seja sintético - ou seja, a célula que recebe o genoma é uma célula natural, não sintetizada pelo homem.

"Esta é a primeira célula sintética já criada. Nós dizemos que ela é sintética porque foi obtida a partir de um cromossomo sintético, feito com quatro substâncias químicas em um sintetizador químico, seguindo informações de um computador", disse Venter.

"Isto se torna um instrumento poderoso para que possamos tentar determinar o que queremos que a biologia faça. Temos uma ampla gama de aplicações (em mente)", disse.

Os pesquisadores planejam, por exemplo, criar algas que absorvam dióxido de carbono e criem novos hidrocarbonetos. Eles também estão procurando formas de acelerar a fabricação de vacinas.

Outros possíveis usos da técnica seriam a criação de novas substâncias químicas, ingredientes para alimentos e métodos para limpeza de água, segundo Venter.

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