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Recife - 16.05.12

Ciência & vida // ARBORIZAÇÃO

O desafio verde do Recife

Publicado em 09.10.2009, às 08h12

Cleide Alves Do Jornal do Commercio

Todos os dias a Prefeitura do Recife planta árvores nas áreas públicas da capital. Porém, a matemática é desfavorável ao verde. De cada dez vegetais plantados, três são depredados. “O índice de perda é grande, é mais difícil fazer arborização urbana do que recuperar uma mata”, diz o gerente de Sementeira do município, Fernando Bivar. Ele aponta três inimigos da vegetação na cidade: poluição, espaçamento das calçadas e depredação.

O município conta com três sementeiras em áreas distintas. Uma funciona no Sítio da Trindade, em Casa Amarela, a outra fica em Dois Irmãos, numa área cedida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e a terceira está no Jardim Botânico, no Curado. Produzem e fornecem mudas apenas para ruas, praças, parques, creches, escolas municipais e demais áreas públicas, mas os funcionários orientam qualquer pessoa sobre plantio.

“Temos uma equipe formada por engenheiros agrônomos e arquitetos. Eles podem indicar a vegetação ideal para o tipo de terreno, seja em residências, condomínios, hotéis ou restaurantes. Basta que nos procurem”, afirma Fernando Bivar. Os técnicos também prestam apoio aos adotantes de praças e áreas verdes, na elaboração de projetos de paisagismo e arrumação de canteiros. E a sementeira doa mudas para reposição de plantas nas áreas adotadas.

Fernando Bivar esclarece que a arborização feita por particulares, em áreas públicas, precisa de assistência da prefeitura, por causa da largura das calçadas e da fiação aérea. “Não podemos colocar árvores de grande porte em calçadas estreitas, as raízes quebram o passeio público”, observa. Segundo ele, os vegetais nessa situação (há exemplos nas Avenidas Rui Barbosa e Conselheiro Rosa e Silva) foram plantados há quase 80 anos, quando a configuração da cidade era outra.

Hoje, o município não aconselha o plantio de fícus-benjamim, amendoeira, oitizeiro – marca registrada do bairro do Espinheiro – e fruteiras. “Os moradores não gostam das fruteiras porque as pessoas sacodem pedras para tirar os frutos e isso provoca acidentes”, explica. As espécies indicadas são acácia senna seamea, felício, ipê, pata-de-vaca, chapéu-de-napoleão e algodão-de-praia, de médio porte. Nos canteiros, a solução são arbustos, de pequeno porte, como ixória, pingo-de-ouro e dracena.

Nos oito anos da gestão do prefeito João Paulo (2001-2008) e nos dez meses da administração de João da Costa foram plantadas 60 mil árvores na cidade. “Podemos ampliar esse número, mas o Recife não pode ser considerado um lugar mal arborizado”, declara Fernando Bivar. Não há dados estatísticos sobre a quantidade de árvores na capital. “É preciso fazer um projeto para conhecermos nossa vegetação.” As sementeiras públicas estão abertas à visitação, de segunda-feira até sábado.

Na próxima segunda, a Diretoria de Meio Ambiente de Caruaru, Agreste do Estado, em parceria com a Secretaria de Saúde do município, lança o projeto Plantando a Vida, para doação de uma muda a cada recém-nascido. É uma forma de comprometer a família com a preservação do verde. Por mês, nascem 4.800 bebês em Caruaru. Os demais moradores podem solicitar mudas pelo número 3701-1549.

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De: Carlos- 10/10/2009 08:50

O verdadeiro e número 1 inimigo das árvores no Recife é a própria PCR que, ao meu ver, não às plantam, e sim as "jogam" nas praças e nos canteiros centrais de nossas avenidas que são verdadeiros lixões; só para citar como exemplo é só olhar as palmeiras que foram jogadas no "pútrido" canteiro central da horrorosa Domingos Ferreria. Recife é tratada com todo descaso pela prefeirura dos Joões. Recife, paisagismo zero!

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