
"Quem é de fato bom pernambucano, espera um ano e se mete na brincadeira. Esquece tudo quando cai no frevo, e no melhor da festa chega a quarta-feira". Enquanto o derradeiro prenúncio do fim não chega, como cantado na melodia de "Quarta-feira Ingrata", o bom folião aproveita com avidez os últimos momentos da folia. E já fica com aquela saudade do que ainda nem acabou. O NE10 encontrou alguns amantes do Carnaval que destacam na memória seu melhores momentos em 2012 e que vão guardar na lembrança para suportar a longa espera até o próximo ano. As fotos são de Tiago Silva.
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| "Na segunda, no Mercado Eufrásio, na saída oficial do Encontro de Maracatus, nossa filha Dandara fez a estreia no corpo de dançarinos do Nação Pernambuco, agremiação que participamos há 5 anos", Selma Vasconcelos e Saulo Neves. |
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| "O que mais me impressionou foi a tranquilidade para brincar o Galo, a chuva ajudou, acalmou a temperatura e a pressão da multidão. Pudemos brincar na rua com toda a família, filhos, sogra e etc". Ivo Alves, administrador, com a esposa Patrícia e o filho Igor |
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| "O melhor é poder ter toda a infraestrutura para brincar, banheiro por perto, lugar para sentar e ainda não ter que se preocupar com os filhos. Agora são eles que se tomam conta da gente, perguntando que horas a gente volta e cuidado com a chuva", divertem-se os empresários Lília Martins, Rinaldo Albuquerque e Carmem Magalhães. |
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| "A mágica das fantasias, a alegria com que as pessoas se permitem se transformar em personagens nos encanta, e o momento que mais vivemos isso foi numa prévia, no Baile Municipal, em que estávamos fantasiados de Romeu e Julieta", comenta o casal "Porra Louca", Paulo Leão e Ailma Cavalcanti, funcionários públicos |
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| "Acompanhei o nosso majestoso Galo, do primeiro ao último trio e é lindo ver como dá pra se divertir e pular sem agonia, sem briga nem confusão. É o símbolo maior do nosso Carnaval e temos que mostrar com Orgulho para todo Brasil. |
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| "É nosso primeiro carnaval no Recife, e nos impressionou a homenagem a Alceu Valença, principalmente as interpretações de Criolo e de Pitty. Os novos arranjos deixaram sua obra ainda mais atual. O Carnaval do Recife é mesmo multicultural e só quando estamos aqui temos a dimensão disso. Nem deu pra sentir falta do samba, porque até ele esteve presente, em shows como Beth Carvalho", contam os cariocas Leonardo Lube e Thiago Araújo, professores. |
Certa vez escutei de um grande amigo paranaense que não entendia o amor que o pernambucano tinha pelo carnaval de PE, pois só tocavam frevos antigos e, mesmo os novos, lembravam carnaval de outrora. Hoje, esse mesmo amigo, já radicado em Recife, faz coro comigo e com os professores cariocas acima: é uma sensação que tem que ser vivida pra ser entendida!
