
É uma mistura sempre explosiva. A banda Chiclete com Banana e o Carnaval de Salvador nasceram um para o outro. Quem conhece minimamente a festa soteropolitana sabe que isso é um fato incontestável. Entretanto, a aglomeração dos foliões que acompanham o grupo baiano nas últimas décadas é tão grande que os desfiles do Chiclete acabaram sendo associados à violência. Quando a companhia de bebidas Ambev anunciou que sua cerveja Skol patrocinaria um desfile sem cordas da banda no circuito Osmar (que sai do Campo Grande, passa pela Avenida Sete, Praça Castro Alves e volta para o Campo Grande), as reações foram divididas. Houve comemoração, por razões óbvias: Chiclete, de graça, para a pipoca. Temia-se, no entanto, uma onda de brigas e violência.
O que se viu na noite desta quinta-feira (16) foi um pouco das duas projeções. A multidão, vista de cima, mais parecia um formigueiro de tanta gente. Antevendo confusões, a Polícia Militar da Bahia posicionou centenas de homens no meio dos foliões. Foi eficaz, mas não suficiente para evitar pelo menos um grande tumulto, que fez o vocalista do Chiclete, Bell Marques, pedir calma aos "brigões". "Vamos continuar sem problemas", convocou o cantor.
O desfile abriu o Carnaval de Salvador no circuito Osmar. Na Praça Castro Alves, o trio do Chiclete se encontrou com o da banda Oito7Nove4, formada por dois filhos de Bell e que tem esse nome por causa dos anos de nascimento dos dois, 1987 e 1994. "Esse momento é muito especial para mim. Bacana demais. Estou super feliz", declarou o cantor. "Esse com certeza foi o maior momento das nossas carreiras", disse um dos filhos.
Antes e durante o encontro com os garotos da Oito7Nove4, o Chiclete cantou sucessos dos mais de 30 anos de carreira. Interpretou também sucessos de outros cantores, entre eles a onipresente "Ai, se eu te pego", em ritmo de Axé, é claro.
